A esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernanda Bolsonaro, saiu em defesa do marido após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicar um vídeo nas redes sociais. No vídeo, Michelle afirmou que o enteado a desrespeitou durante uma conversa por telefone.
“Como esposa, eu escolho olhar para aquilo que vejo todos os dias: um homem leve, respeitoso, carinhoso, restaurado e um pai dedicado às nossas duas filhas”, escreveu Fernanda Bolsonaro no X, antigo Twitter.
Michelle publicou o vídeo na noite desta quinta-feira, 25. Ela disse que Flávio a “maltratou” em um telefonema após ela se posicionar contra uma aliança da família Bolsonaro com Ciro Gomes (PSDB) na disputa eleitoral do Ceará.
“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle na publicação.
No vídeo, a ex-primeira-dama declarou não aceitar a aliança com “um homem que é contra o maior líder da direita”. Segundo ela, o acordo do PL do Ceará com Ciro Gomes preteriu sua aliada Priscila Costa, vereadora de Fortaleza.
Em resposta, Flávio Bolsonaro publicou uma nota afirmando que “nunca” desrespeitou Michelle. “Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, disse o senador. Para o pré-candidato a presidente, as discordâncias sobre acordos partidários são “naturais”.
“Tenho absoluta convicção de que todos nós temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda”, completou o filho “01” de Bolsonaro. Em réplica ao senador, Michelle afirmou “não ter raiva de ninguém”.
O episódio ocorre em meio a discussões internas no PL sobre alianças políticas para as próximas eleições. A família Bolsonaro tem se envolvido em debates sobre estratégias eleitorais em diferentes estados, incluindo o Ceará, onde a possível aliança com Ciro Gomes gerou divergências.
A vereadora Priscila Costa, citada por Michelle, é uma aliada da ex-primeira-dama e teria sido preterida no acordo com o PSDB. A situação expõe as diferentes visões dentro do partido sobre como conduzir as negociações políticas regionais.
