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Caboclo ressurge e agita eleição no São Paulo

Caboclo ressurge e agita eleição no São Paulo

O ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, voltou a aparecer no cenário político do São Paulo. Um vídeo de um encontro político, divulgado na última quarta-feira (5), mostra o conselheiro vitalício ao lado de Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo do clube, e de apoiadores do atual presidente, Harry Massis.

Em nota, Ayres confirmou apoio à candidatura de Caboclo para a eleição marcada para a primeira quinzena de dezembro. O pleito define o presidente do clube para o triênio de 2027 a 2029. Procurado, Ayres não quis dar entrevistas.

Caboclo foi afastado da presidência da CBF em 2021 após denúncias de assédio moral e sexual feitas por uma funcionária. Ele foi absolvido na Justiça comum, mas o caso marcou sua trajetória.

A possível candidatura gerou reações. O pesquisador Alexandre Giesbrecht, editor do Anotações Tricolores, afirmou que Caboclo sempre foi ausente do dia a dia do clube, diferente de seu pai, Carlos Caboclo, que levou o técnico Telê Santana ao São Paulo em 1990. Para ele, o movimento tem “sabor artificial de oposição”.

O advogado Caio Forjaz, do grupo opositor Salve o Tricolor Paulista, disse que a candidatura não deve prosperar. Ele citou o histórico de investigações envolvendo Caboclo e o impacto na imagem do clube, que tem dívida de R$ 858 milhões, segundo balanço financeiro divulgado em abril.

Para viabilizar a candidatura, Caboclo precisa do apoio de pelo menos 55 conselheiros vitalícios. O estatuto do clube prevê 260 cadeiras no Conselho Deliberativo, mas apenas 157 vitalícios estão aptos a votar. A oposição, que foi decisiva para a queda da gestão de Julio Casares, pretende lançar Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa, filho do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

O atual presidente, Harry Massis Júnior, que assumiu após o afastamento de Casares em janeiro, enfrenta pressão. Ele tenta resolver um transfer ban por causa do não pagamento de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,8 milhões) pela compra de Marcos Antônio junto à Lazio. Oito conselheiros pediram sua expulsão do quadro associativo, alegando gestão temerária. Adílson Alves Martins é citado como alternativa do grupo governista.

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