Sem Tedio»Notícias»Senado trava projeto contra fraudes em combustíveis

Senado trava projeto contra fraudes em combustíveis

Senado trava projeto contra fraudes em combustíveis

O PLP 109/2025, considerado estratégico para o combate a fraudes no mercado de combustíveis, está parado no Senado Federal. A informação é do Sindicom, sindicato que representa as distribuidoras. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Se aprovado, o texto vai permitir que a Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tenha acesso a informações de notas fiscais de comercialização de combustíveis. O sigilo fiscal será mantido. O objetivo é melhorar a fiscalização e combater fraudes no setor.

O combate a preços abusivos de combustíveis é uma das tarefas da ANP. A agência tem dado prioridade a essa área nas últimas semanas. Isso permitiu o desbloqueio de um contingenciamento que havia sido feito no orçamento da agência.

De acordo com o Sindicom, a proposta ainda espera a nomeação de um relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Há também um pedido de urgência, mas ele ainda não foi analisado pelo plenário do Senado.

O texto faz parte de um pacote de medidas ligado à Operação Carbono Oculto. A votação desse pacote ficou pendente para 2026.

A matéria autoriza a ANP a acessar dados de documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e e CT-e, emitidos por agentes regulados. O sigilo fiscal será preservado. O projeto define como esse acesso vai funcionar e estabelece um prazo de 180 dias para a regulamentação. Também prevê a formalização de convênios e acordos para o compartilhamento de dados.

Para o Sindicom, a proposta pode aumentar a eficiência da fiscalização e reduzir brechas para práticas ilegais. “O PLP 109 é uma iniciativa essencial para qualificar o combate às fraudes no mercado de combustíveis”, disse em nota o diretor executivo da entidade, Mozart Rodrigues. Ele afirmou que o acesso da ANP aos dados fiscais permitirá um maior cruzamento de informações e a identificação de irregularidades.

Outro ponto do projeto é o reforço da integração entre reguladores e fiscos. Pela redação aprovada, a ANP terá que comunicar a Receita Federal e as secretarias estaduais de Fazenda quando abrir um processo sancionador que possa ter repercussão tributária. Isso amplia a cooperação entre as instituições.

O texto também condiciona outorgas e autorizações de atividades reguladas pela agência ao consentimento para acesso aos dados fiscais. Empresas que já estão em operação terão que formalizar essa autorização para manter a validade dos atos e continuar suas atividades. As regras e prazos para isso serão definidos em regulamento, segundo o Sindicom.

Sobre o autor: Equipe Editorial

Equipe que une esforços na criação e revisão de textos para comunicar ideias com clareza e coesão editorial.

Ver todos os posts →