O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a foto que será usada na urna eletrônica nas eleições de 2026. Esta é a primeira vez, desde que começou a concorrer à Presidência em 1989, que o petista aparecerá com um chapéu na imagem oficial.
A legislação eleitoral, em princípio, proíbe o uso de adornos na fotografia das urnas. Uma resolução do TSE de 2019 veda elementos cênicos e acessórios que possam atrapalhar o reconhecimento do candidato pelo eleitor.
Em 2022, no entanto, a Corte flexibilizou essa norma. Na ocasião, o tribunal permitiu que o candidato a deputado federal Douglas Belchior usasse boné de aba reta na foto. O entendimento foi de que o adereço representava sua identidade étnica e sua relação com a cultura rapper.
No caso de Lula, a justificativa é médica. Em outubro de 2024, depois de passar por uma cirurgia na cabeça em razão de uma queda no banheiro do Palácio do Planalto, o presidente apareceu em público usando o acessório.
Em dezembro daquele ano, ele precisou de uma segunda operação de emergência para drenar um hematoma causado pelo mesmo acidente e voltou a usar o mesmo modelo de chapéu.
Já em abril de 2026, Lula passou pela retirada de uma lesão de pele no couro cabeludo, um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, associado à exposição solar. Para proteger o local durante a recuperação, o médico orientou o uso de curativos e chapéu.
Desde então, o acessório, um modelo Panamá da marca Sarquis by ABA, passou a fazer parte dos compromissos oficiais do presidente. Produtos parecidos com o de Lula são vendidos por cerca de R$ 1,5 mil no site da empresa.
