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Banco Central liquida Dank Bank por crise e violações

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito Direto, fintech com sede em Jaraguá do Sul (SC). A decisão foi formalizada na quarta-feira (11 de março de 2026) por Gabriel Galípolo, presidente da autarquia, e publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (12 de março).

A medida foi justificada pelo grave comprometimento da situação econômico-financeira e pelas graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição.

Dados do IFData, do BC, de setembro de 2025, mostram que a Dank acumulava passivo de cerca de R$ 45 milhões. A instituição registrava patrimônio líquido de R$ 975 mil. O lucro líquido era negativo em R$ 1,35 milhão.

O BC nomeou a Faccio Administrações como liquidante. Valdor Faccio foi designado responsável técnico pelo processo. A autoridade monetária tornou indisponíveis os bens do controlador Alcir Vidau Oldenburg. Os ex-administradores da Dank, Ana Paula Bueno Cavalcante, Cláudio Roberto Alves e Tiago Coelho Przywitowski, também tiveram seus bens bloqueados.

As SCDs (Sociedades de Crédito Direto) operam com recursos próprios para realizar operações de crédito por meio de plataformas eletrônicas, segundo a descrição do BC. Essas instituições podem prestar serviços de análise de crédito para terceiros. A cobrança de créditos de terceiros está entre as atividades permitidas.

A emissão de moeda eletrônica também é autorizada para essas sociedades. A Dank recebeu autorização do BC para funcionar em 2022. A empresa integrava o segmento S5 (instituições de pequeno porte), conforme informações no site da autarquia.

Em suas redes sociais, a instituição se identificava como Dank Bank, apesar de não ter licença bancária. O site da fintech listava serviços de emissão de CCB (Cédula de Crédito Bancário), risco sacado, crédito consignado, BaaS (Bank as a Service) e fiança bancária.

As Sociedades de Crédito Direto representam um modelo de negócio que cresceu com a expansão das fintechs no Brasil. Sua atuação é focada em empréstimos e serviços financeiros digitais, sem a captação de recursos do público, como fazem os bancos tradicionais.

O processo de liquidação extrajudicial é um instrumento utilizado pelo Banco Central quando uma instituição financeira apresenta riscos ao sistema. O objetivo é encerrar as atividades de forma ordenada, proteger credores e buscar o pagamento de possíveis dívidas com a venda de ativos.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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