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Aluna filma abuso de servidor do TST

Uma aluna filmou momentos em que diz ter sofrido abusos por parte de um servidor do Tribunal Superior do Trabalho durante aulas particulares. Nas imagens, é possível ver o homem tocando a coxa da jovem e tentando beijá-la.

O caso ocorreu no Distrito Federal. A estudante, cuja identidade não foi revelada, decidiu registrar as situações após se sentir constrangida com a atitude do professor, que é servidor do TST.

As filmagens mostram o instrutor se aproximando da aluna de maneira inadequada durante as explicações sobre matemática. Em um dos trechos, ele coloca a mão sobre a perna dela. Em outro, se inclina e tenta beijá-la, sendo empurrado para longe.

O material foi encaminhado às autoridades competentes. A Polícia Civil do DF confirmou a abertura de um inquérito para investigar o caso. As investigações estão em andamento para apurar todas as circunstâncias.

O Tribunal Superior do Trabalho foi notificado sobre o episódio envolvendo seu servidor. A assessoria de imprensa do TST informou que o tribunal tomou conhecimento dos fatos e que o caso está sendo apurado na esfera administrativa.

A instituição afirmou, ainda, que está prestando toda a assistência necessária às autoridades policiais no andamento das investigações. O TST reforçou seu compromisso com a apuração rigorosa de qualquer conduta desviante de seus servidores.

Especialistas em direito comentam que o caso, se confirmadas as alegações, pode configurar crime de importunação sexual. A pena para esse tipo de delito pode chegar a cinco anos de prisão, dependendo das circunstâncias e do resultado da investigação.

A divulgação do vídeo gerou repercussão nas redes sociais, com muitos usuários manifestando apoio à estudante pela iniciativa de registrar as agressões. O caso reacendeu o debate sobre a importância de denunciar e documentar situações de abuso.

A polícia não divulgou o nome do servidor suspeito para não atrapalhar as investigações em curso. Novas diligências estão sendo feitas para coletar provas e ouvir outras possíveis testemunhas.

A expectativa é que o inquérito policial seja concluído nas próximas semanas. Após esse período, o relatório será enviado ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia do caso à Justiça.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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