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Irã ameaça agir contra interferência no Estreito de Ormuz

Irã ameaça agir contra interferência no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) reafirmou no início da tarde deste sábado, 30, que exerce controle total sobre a gestão do Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas advertiram que qualquer tentativa de interferência por embarcações militares estrangeiras poderá resultar em ação direta das forças do país.

Em comunicado divulgado pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando operacional da IRGC, Teerã declarou que a administração da rota marítima está sendo conduzida com plena autoridade pelas Forças Armadas da República Islâmica.

Segundo a nota, todos os navios, embarcações comerciais e petroleiros devem trafegar exclusivamente pelos corredores estabelecidos e obter autorização da Marinha da IRGC. O comando alertou que o descumprimento dessas regras poderá comprometer a segurança da navegação.

O comunicado também elevou o tom em relação à presença militar estrangeira na região. De acordo com o Khatam al-Anbiya, qualquer ação de embarcações militares destinada a interferir na gestão do Estreito de Ormuz ou a criar obstáculos ao tráfego marítimo “será alvo das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”.

Mais cedo, autoridades de Omã emitiram um alerta após o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina naval em suas águas territoriais próximas ao estreito.

Tensão no Golfo Pérsico

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. A região tem sido palco de tensões frequentes entre o Irã e potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos. Em 2019, uma série de ataques a petroleiros e a captura de navios pela Guarda Revolucionária elevaram o risco de conflito na área.

A declaração iraniana ocorre em um momento de aumento das sanções econômicas contra Teerã e de negociações paralisadas sobre o programa nuclear do país. A ameaça de ação direta contra embarcações militares estrangeiras reforça a postura de confronto do governo iraniano na defesa do que considera sua zona de influência no Golfo Pérsico.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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