Woody Allen: Projeto de Novo Filme com Locação em Munique

woody allen Woody Allen: Projeto de Novo Filme com Locação em Munique

Ele já dirigiu filmes em que Nova York, Londres, Barcelona e Paris foram praticamente personagens de suas tramas. Buscando investimento fora dos EUA, Woody Allen acabou apresentando ao público novos olhares sobre conhecidos cartões postais do mundo e realizando belíssimos filmes que, muitas vezes – como é o caso de Meia Noite em Paris – aumentam ainda mais o prestígio do diretor.

E parece que Woody Allen – que atualmente produz The Bop Decameron, seu novo filme passado em Roma, na Itália – vai continuar no esquema internacional, já que o site Hollywood Reporter anunciou que Munique, na Alemanha, deve ser a locação de um novo projeto de Allen, ainda sem título.

Se depender do estúdio Bavaria, Allen não terá problemas financeiros para realizar o projeto, já que estão dispostos a investir U$ 25 milhões no filme, que seria rodado no verão europeu de 2012.

Que comecem as negociações!

Meia Noite em Paris, de Woody Allen

meia noite em paris 338x500 Meia Noite em Paris, de Woody Allen

Quem nunca imaginou como seria viver em outra época? Frequentar lugares antológicos, conhecer pessoas que se tornariam celebridades mundiais cultuadas anos depois, viver toda uma efervescência cultural que nos parece tão distante em nossos tempos. A partir desse sonho de muitos, Woody Allen brinca ao dirigir Meia Noite em Paris, ao mesmo tempo em que faz uma ode de amor à Cidade Luz.

Gil (Owen Wilson) e Inez (Rachel McAdams) estão para se casar e aproveitam a viagem dos pais dela à Paris para uma viagem à cidade, numa espécie de pré-lua de mel. Mimada e fútil, Inez é o oposto do noivo, Gil, um roteirista famoso de Hollywood, mas que se frustra por não ter se dedicado à sua verdadeira paixão, a escrita literária. Em Paris, Gil encanta-se mais uma vez com a cidade e com toda a história que emana daquelas ruas, que nos anos 20 viveu um boom cultural sem precedentes.

Woody Allen volta a investir na fantasia, gênero em que já havia se aventurado em A Rosa Púrpura do Cairo. Enquanto lá, o personagem de Mia Farrow vivia uma história de amor com um personagem de um filme, que saía da tela para o mundo real, aqui temos Owen Wilson voltando no tempo, sempre depois da meia noite, podendo andar por uma Paris dos anos 20, que ele tanto idolatra. E nesse trajeto, o personagem Gil encontra-se com nomes conhecidos da cultura mundial, que perambulavam por Paris, palco dos acontecimentos naqueles tempos: F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Cole Porter e mais uma porção de nomes que irão lhe arrancar sorrisos quando os identifcar em tela.

Nos anos 20, longe da noiva e de sua família que o diminui, Gil acaba conhecendo e se apaixonando pela bela Adriana (Marion Cotillard), que não entende a época em que vive e se encanta pela Belle Époque. Num looping temporal interessante, Allen nos joga na cara, como que perguntando: alguém um dia vai gostar de viver em seu próprio tempo ou desejará habitar sempre uma outra era?

meia noite woody Meia Noite em Paris, de Woody Allen

Com uma direção segura, Woody Allen dá a Owen Wilson um excelente papel (é o novo alter-ego do diretor, vivendo um personagem que Woody Allen certamente escreveu pensando nele próprio), que mostra um outro lado, diferente do humorista quase sempre histriônico, e nos encanta com o charme meio idiota de Gil. Rachel McAdams faz de Inez uma noiva insuportavelmente chata, encantada com o melhor amigo pseudo-intelectual (vivido por um inspirado Michael Sheen), num papel bem diferente das mocinhas que costuma interpretar. Já Adriana é vivida com intensidade e paixão por Marion Cotillard, que se diverte no papel de colecionadora sexual de artistas em ascensão. Carla Bruni, com toda sua beleza, desfila pela tela numa participação pequena, mas bem interessante para o contexto da história.

Meia Noite em Paris é (mais um) acerto de Woody Allen nessa sua “fase” de filmes feitos fora dos EUA. E, sem sombra de dúvidas, já é considerado por mim um dos melhores trabalhados do diretor, ao lado de Match Point e de Vicky Cristina Barcelona.

Se for para continuar nos brindando com filmes tão excelentes (mesmo que intercalados com obras um pouco mais medianas), que Woody Allen permaneça em solo europeu ou desbravando novos países e continentes (hei, Woody, o Rio fica aqui, na América do Sul!) para produzir pequenas pérolas como é esse Meia Noite em Paris.

Festival do Rio 2010

festival2010 Festival do Rio 2010

Foi dada a largada da 12ª edição do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, ontem (23), em noite de gala no cinema Odeon Petrobras. O filme que abriu o festival deste ano foi A Suprema Felicidade, a aguardada volta do jornalista Arnaldo Jabor ao cinema.  Com mais de 300 filmes, o Festival do Rio acontece até o dia 07 de outubro em cerca de 20 salas de cinema da cidade.

O festival não é só de filmes. Também acontecem na cidade workshops, exposições e debates. Além de produções de diretores consagrados e esperadas pelo público carioca, o festival ainda dá a possibilidade para que os cinéfilos assistam filmes que, muito provavelmente, não aparecerão novamente no circuito do cinema nacional.

Os filmes são divididos em 18 mostras, entre elas a Premiere Brasil é a grande mostra competitiva do Festival do Rio. Os escolhidos por um júri internacional e também pelo público levam para casa o Troféu Redentor. As categorias são as seguintes: Longa de Ficção, Longa Documentário, Curta, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro, Montagem e Fotografia, além do Prêmio Especial de Júri e do Melhor Filme escolhido pelo público.

A cada edição o festival homenageia um país. Em 2010 os homenageados são nossos hermanos da Argentina. Serão exibidas mais de 10 produções recentes, entre elas, Las Viudas de los Jueves,de Marcelo Pineyro, Carancho, de Pablo Trapero, Dos Hermanos, de Daniel Burman e os diretores Bruno Dumont, Jerzy Skolimowski e Amos Gitai ganharam retrospectivas.

Entre os filmes da programação de 2010 – que pode ser encontrada na íntegra no site oficial do festival – destaco alguns dos que mais quero ver aqui para vocês leitores do Sem Tédio.

Scott Pilgrim contra o mundo , de Edgar Wright

scottpilgrimcontraomundo Festival do Rio 2010

Baseado nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley, o filme conta a história de Scott Pilgrim (Michael Cera), baixista da banda de garagem Sex Bob-omb. Ele se apaixona por Ramona Flowers, porém para poder ficar com a garota ele precisa derrotar seus 7 ex-namorados vilões. O filme cheio de efeito visuais que misturam quadrinhos e games na tela do cinema, está ganhando a adoração do público nerd mundo afora mesmo tendo afundado nas bilheterias americanas.

Minhas mães e meu pai, de Lisa Cholodenko

The Kids Are All Right Festival do Rio 2010

Annette Bening e Julianne Moore, interpretam um casal lésbico com dois filhos. Joni (Mia Wasikowska), de 18 anos, e Laser, de 15. Com a iminência da partida da irmã para a faculdade, Laser pede que a irmã o ajude a descobrir quem é seu pai biológico. Mesmo hesitante, Joni contacta o banco de esperma, e dias depois Paul entra em contato. Os dois adolescentes vão ao seu encontro e buscam esconder o fato das mães, sem sucesso. O filme foi o vencedor do Prêmio Teddy no festival de Berlim.

Machete, de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis

machete film Festival do Rio 2010

Com Jessica Alba, Steven Seagal, Lindsay Lohan e Robert De Niro.

Depois de enfrentar Torrez, um famoso chefe do tráfico, o ex-agente federal mexicano Machete Cortez escapa para o Texas, procurando esquecer o passado. Mas lá, aceita a missão de matar o senador corrupto McLaughlin. Traído pela organização que o contratou, Machete percebe que o plano era culpar os imigrantes mexicanos ilegais pela tentativa de assassinato e com isso ganhar apoio público para o senador. Ajudado por Luz, uma sensual cozinheira de tacos, e pelo padre local, Machete parte para a vingança.

Somewhere, de Sofia Coppola

somewhere Festival do Rio 2010

Johnny Marco, bem-sucedido ator de Hollywood, não possui uma reputação das melhores. Hospedado no lendário hotel Château Marmont para recuperar-se de um acidente no set de filmagens, passa os dias em festas com strippers ou dirigindo sua Ferrari por puro prazer. Porém, o ator tem sua rotina subitamente alterada pela presença de Cleo, sua filha de onze anos, que passa a visitá-lo com certa frequencia. Embora a princípio seja incapaz de dar à menina a atenção que ela precisa, a progressiva aproximação leva Johnny a reavaliar sua vida.

Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2010.

Além desses, ainda estreará no Festival do Rio, Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, novo filme de Woody Allen , The Runaways, a cinebiografia da banda de Joan Jett, com Kristen Stweart e Dakota Fanning e centenas de outras produções interessantes.

Não importa o formato. Longas, curtas, documentários, comédias românticas, ficções científicas, dramas, falados em inglês, espanhol, mandarim ou francês, você encontra de tudo no Festival do Rio, opção é o que não falta.

A minha programação já está montada.

E você, já fez sua lista?

Midnight in Paris: Carla Bruni se Atrapalha nas Filmagens do Filme de Woody Allen

carla bruni Midnight in Paris: Carla Bruni se Atrapalha nas Filmagens do Filme de Woody Allen

Depois de sair da sua habitual Nova York e focar suas obras na Inglaterra (em Match Point e o Sonho de Cassandra) e na Espanha (Vicky Cristina Barcelona), Woody Allen agora se prepara para explorar a França, com o ainda inédito Midnight in Paris.

Passado na capital francesa, Midnight in Paris conta com a primeira dama Carla Bruni-Sarkozy no elenco do longa. O que surpreendeu a todos. Entretanto, depois de mil burburinhos sobre a produção, pode ser que o diretor tenha se arrependido da escolha, afinal, a própria “atriz” havia alertado da possibilidade de aparecer “completamente terrível” no longa.

O jornal Daily Mail publicou algumas fotos de uma sequência do novo filme que já vem dando o que falar: na história, a personagem de Carla Bruni deveria entrar numa padaria e sair com uma baguete, sem nem mesmo falar nada. Entretanto, a cena foi repetida 35 vezes (sim, TRINTA E CINCO vezes) até sair algo que se salvasse.

“Ela parecia estar tendo problemas para evitar olhar diretamente para a câmera. O que não agradou Woody.” -contou uma fonte que assistiu à gravação da cena ao Daily Mail.

Claro que as cenas foram fotografadas e você pode acompanhá-las, clicando nas imagens da nossa galeria.

Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

nomes de filmes abertura Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Quantas vezes você estava lá, assistindo um filme feliz da vida e parou para se perguntar: mas quem foi o idiota que deu um nome tão ridículo em português para esse filme? Se vocês forem como eu, que julgo um livro pela capa e um filme pelo nome (e cartaz), o trabalho do infeliz que escolhe o nome nacional para um longa estrangeiro pode influenciar e muito no que você vai ou não assistir no cinema.

Eu, como já estou acostumado com as barbaridades que as produtoras fazem ao batizar filmes em português com nomes bizarros, sempre procuro saber o nome original do longa antes de assistir a um filme. E nessas, quase sempre, acabo me divertindo imaginando que fatores levaram os produtores a adotar determinado nome para um filme no Brasil ao invés de simplesmente traduzir o título original ao pé da letra.

Pensando nisso, lembrei de dez exemplos de filmes que ganharam nomes péssimos (e surreais) em português e montei a lista abaixo que convido você a ler aqui com a gente no Sem Tédio.

Vamos lá?

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
(Annie Hall)

anni Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Em 1977, Woody Allen, lançava um de seus mais elogiados filmes, Annie Hall, que contava a história de um humorista judeu chamado Alvy Singer (o próprio Woody Allen), que divorciado, faz análise há quinze anos. Como boa comédia romântica de Allen, Alvy acaba se apaixonando pela Annie Hall do título original (Diane Keaton), uma cantora no início de carreira. O filme brinca com a problemática das crises conjugais e dos desencontros dos relacionamentos.

No Brasil, o filme que originalmente tinha o nome de sua protagonista, Annie Hall, ganhou um título mais longo (e nada a ver): Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Os motivos? Nem Deus deve saber o que se passava na cabeça da pessoa que cometeu essa heresia.

Uma Rua Chamada Pecado
(A  Streetcar Named Desire)

bonde desejo Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Em 1951, Elia Kazan, lançava sua versão em película da peça original de Tennessee Williams. Na trama, Blanche DuBois (Vivien Leigh), frágil e neurótica, vai a Nova Orleans visitar sua irmã grávida (Kim Hunter). Claro que a visita não é gratuita, pois Blanche acabara de ser expulsa de sua cidade natal no Mississipi depois de seduzir um jovem de 17 anos. Sua chegada modifica totalmente a dinâmica de vida de sua irmã e cunhado (Marlon Brando).

Agora, a grande questão: porque traduzir A Streetcar Named Desire como Uma Rua Chamada Pecado? Sério, não dá pra entender. Era apenas uma questão de traduzir ao pé da letra o nome de uma obra mais do que conhecida e chamar o filme, no Brasil, de Um Bonde Chamado Desejo. Mas não, os geniais tradutores preferiram inovar. Então tá então.

Ela Dança, Eu Danço
(Step Up)

eladançaeudanço Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Filmes de dança tem público cativo. E Step Up é uma deliciosa história que tem a dança como pano de fundo. No filme acompanhamos Tyler Gage (Channing Tatum), um delinquente juvenil que por destruir o auditório de uma escola de artes é obrigado a prestar serviços  para a escola como forma de punição. Claro que o jovem rapaz se apaixona pela dança e por uma das alunas.

O surreal é o nome que o filme ganhou no Brasil: Ela Dança, Eu Danço, uma tentativa explícita (e ridícula) de atrair um público adolescente que, penso eu, fosse fã do MC Leozinho e seu funk Se Ela Dança, Eu Danço. Medo dessa gente, sério!

Mata-me de Prazer
(Killing Me Softly)

mata prazer Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Um suspense muito bom, estrelado por Joseph Fiennes e Heather Graham. Killing Me Softly conta a história da comprometida Alice, pesquisadora londrina que ao conhecer Adam, um alpinista, acaba largando o namorado para ficar com ele. O que Alice nem imagina é que Adam não é quem ela pensa.

O nome original, Killing Me Softly, que dava a ideia do perigo que a protagonista corria, no título nacional foi traduzido como Mata-me de Prazer, agregando um apelo sexual para o longa. Pode até ter funcionado, mas eu achei uma escolha péssima.

Todo Mundo em Pânico
(Scary Movie)

todo mundo em panico Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Com o sucesso de filmes de terror como Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, em 2000, nascia a franquia Scary Movie, que tirava sarro dos filmes do gênero, com um humor escatológico e feito de gags.

A qualidade das histórias não era nada boa, mas o nome original, que traduzido ao pé da letra seria algo como Filme de Terror, acabou ganhando o sutil nome no Brasil de Todo Mundo em Pânico, claro, pegando uma grande carona no filme de terror de maior expressão na época.

Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu
(Airplane)

airplane Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Ainda na área do besteirol, mas voltando no tempo ao longínquo ano de 1980, temos de lembrar de Airplane, a maluca história de um piloto ex-combatente (Robert Hays), que se vê obrigado a assumir os controles do avião quando a tripulação tem problemas por consumir comida contaminada.

Porque ser óbvio era super tendência em 1980, no Brasil o filme ganhou o incrível nome de Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu.

Encontro Explosivo
(Knight and Day)

knightday Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

A dobradinha com Tom Cruise e Cameron Diaz é divertida e narra a  as aventuras de Roy  Miller, agente da CIA que se vê perseguido pela agência ao ser acusado de roubar uma bateria de vida infinita. No meio do caminho encontra June Havens, a mocinha que estará em seu caminho e conquistará seu coração.

O nome original, Knight and Day, faz referência ao personagem de Cruise, num jogo de palavras que somente assistindo ao filme dá pra entender. E não é legal contar e estragar a surpresa. O nome nacional, Encontro Explosivo, é apenas preguiçoso e burocrático. Tudo que o filme não é.

Corpo Fechado
(Unbreakable)

corpo fechado Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Logo depois do sucesso de O Sexto Sentido, o diretor e roteirista M. Night Shyamalan lançou Unbreakable, trabalhando novamente com Bruce Willis, que aqui vive David Dunn, um homem que sobrevive a um acidente de trem sem nenhum arranhão. Tentando entender o que acontece, David acaba descobrindo que faz parte de um grupo muito especial de pessoas.

O nome brasileiro do longa, Corpo Fechado, é pra mim um dos maiores exemplos de como se equivocar ao traduzir um título. Enquanto uma tradução ao pé da letra do original, gerando um Inquebrável, seria perfeita para a história, Corpo Fechado faz alusão à crendices nacionais que nada tem a ver com a história do filme, que não trata do sobrenatural.

Separados Pelo Casamento
(The Break-Up)

separados pelo casamento Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

The Break-Up foi vendido, por ocasião de seu lançamento em 2006, como mais uma comédia romântica. Uma pena, pois a história protagonizada por Jenifer Aniston e Vince Vaughn é um retrato bem humorado de como uma relação pode acabar se desgastando. Acompanhamos na história, como um casal, depois de separado, tem de viver debaixo do mesmo teto e aguentar as atitudes infantis um do outro, que fazem de tudo para irritar o ex-conjuge.

No Brasil, os tradutores ignoraram o sutil Separação e optaram pelo pseudo-engraçadinho Separados Pelo Casamento. O problema é que o filme não é só engraçadinho e tem muito mais a dizer do que o título idiota pode sugerir.

MeninaMá.com
(Hard Candy)

MeninaMa Com Nomes Nacionais Para Filmes: A Incrível Arte do Bizarro

Com direção de David Slade e atuações soberbas de Ellen Page e Patrick Wilson, acompanhamos em Hard Candy o embate entre um fotógrafo de 32 anos que marca um encontro pela internet com uma jovem de 14 anos. Num verdadeiro jogo psicológico, vamos acompanhando o terror que se transforma essa história que trata de assuntos como pedofilia, vingança e ódio.

Hard Candy, o título original, expressava bem a idéia da história, que tem em Ellen Page uma protagonista aparentemente doce, mas que durante o filme vai mostrando toda a força da jovem atriz. O nome nacional do longa, MeninaMá.com chega a ser ridículo ao fazer um joguinho idiota de palavras com um endereço qualquer da internet. Ignora a inteligência do roteiro e do expectador.

A lista é extensa, mas termino por aqui. E faço a pergunta: o que vocês acham que leva alguém a traduzir de forma, muitas vezes equivocada, o nome de um filme para o português?

A caixa de comentário é de vocês, inclusive para aumentar ainda mais essa lista que, tenho certeza, vai ficar cada vez maior.