Woodstock – 40 Anos de Paz e Amor

Woodstock2 Woodstock – 40 Anos de Paz e Amor

O melhor festival de música de todos os tempos aconteceu há 40 anos. Até hoje sua existência figura na cultura popular e na indústria de entretenimento. Sem falar que sua conotação política ainda inspira muitas causas em prol da paz nesse mundo cada vez mais violento e careta.

Pense em qualquer festival famoso, de anos atrás ou os mais recentes. Todos eles querem alcançar o mesmo êxito. Uma tentativa em vão, porque mesmo que em números superem Woodstock, o resultado não é tido como revolucionário.

Como principal motivo do feito nunca mais se repetir é que tudo foi espontâneo. Era para ser até um festival comum, apesar da causa nobre de passar uma mensagem pacifista. O diferencial foi que um milhão de pessoas abraçou a proposta ao mesmo tempo. Hoje em dia, as pessoas se deslocam, no máximo pelos artistas, e nunca por uma questão de princípios.

E depois que essa legião de expectadores chegou ao local do festival, sendo que metade ficou pelo caminho, extrapolaram o simples encontro musical por um encontro que foi o ponto alto da maneira de viver hippie.

Woodstock Music & Art Fair foi o nome oficial do evento e ocorreu entre 15 e 18 de agosto de 1969, numa fazenda que não ficava na cidade de Woodstock e sim, na vizinha Bethel, já o que os moradores da primeira cidade acharam que as estimadas duzentas mil pessoas que compraram antecipadamente os ingressos seriam prejudiciais ao município.

Pois é, Woodstock pode ser considerada também a festa que teve a maior quantidade de penetras da história mundial. Em contrapartida muitos artistas convidados pensaram duas vezes em participar, The Doors e Led Zeppelin são os exemplos mais famosos.

Os produtores até tentaram os The Beatles, que não toparam porque não convidaram a banda da Yoko Ono, obviamente uma negação de John Lennon.

Os que entraram para a História foram aqueles que se arriscaram, público e artistas qeu participaram e fizeram sua parte. Ao todo foram 35 apresentações. Literalmente eles derão um show, e, de tão bem feitas, valem ser revisitadas sempre. Aqui temos uma pequena amostra para lembrar essa data comemorativa.

E ficam duas dicas. Para quem quer relembrar a moda hippie confira essa matéria do DivaDiz. E claro, procure nas locadoras ou lojas virtuais pelo vídeo-documentário que registrou os três dias de Woodstock, dirigido por Michael Wadleigh. É dele que saem as imagens abaixo.

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Richie Havens – Freedom

Foi o responsável por abrir o primeiro dia de Festival. Aqui ele está encerrando sua apresentação depois de outras 7 músicas, considera muito boa pela maioria dos presentes. Sem ter planejado antes partiu para um improviso, que ditou muitas performances vistas depois. Com seu estilo folk Havens já vinha de 4 álbuns lançados e continou com uma carreira extensa até hoje.

Santana – Soul Sacrifice

A apresentação da banda encabeçada por Carlos Santana foi a quinta do dia 16, onde tocou apenas 8 músicas. A formação da banda em Woodstock ainda era a inicial antes das inúmeras mudanças a partir do começo dos anos 70.

Janis Joplin – Work Me, Lord

A cantora participou no dia 16, sendo a décima a se apresentar com 10 músicas, já na madrugada. Dona de uma voz incomparável ela já tinha 4 álbuns lançados antes do Festival. Morreu de overdose em outubro do ano seguinte.

The Who – Pinball Wizard

Tocando no segundo dia a banda realizou umas das melhores apresentações, com nada menos que 25 músicas, embora muitas de suas músicas sejam conhecidamente curtas. Os ingleses, com certeza, eram um dos maiores nomes do Festival e fizeram por merecer a expectativa. Na época eles já tinham 4 álbuns lançados, sendo o recente Tommy. Mesmo com perdas de integrantes a banda existe até hoje.

Joe Cocker – A Little Help From My Friends

O cantor abriu o último dia de Woodstock. Se apresentou com muito vigor, claramente visível nesse número de encerramento. Ele estava ainda no seu primeiro álbum quando veio para o Festival e dali seguiu uma sólida carreira, sempre enfrentando altos e baixos devido as drogas.

Jimi Hendrix – Red House

Cogitado para se apresentar em outro dia o guitarrista acabou encerrando Woodstock com uma apresentação que sintetizou sua carreira de ídolo musical, pois estava sob efeitos de drogas o tempo todo e ainda assim arrassando. Para o Festival ele foi com uma nova banda e, até então, já havia lançado 3 álbuns. Em setembro do ano seguinte morreria, com apenas 27 anos.

Além dos registros em áudio e vídeo para ficar na nossa memória foi colocado na fazenda que abrigou o Festival um marco para não se esquecer que naquele gramado ocorreu o Woodstock.

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