
Aquele clássico desenho animado dos The Beatles está sendo refeito com o uso das novas tecnologias para captura de movimentos. E quando se trata disso logo nos lembramos de Robert Zemeckis, que já lançou dois filmes dessa forma e contribuiu muito para o avanço da técnica.
Se já não bastava o próprio nome da banda e mais o diretor há também outro nome de peso no projeto, a Disney. A associação é porque Zemeckis tem um filme com esse estúdio mas ainda não lançado, de nome A Christmas Carol, baseado no tradicional Os Fantasmas de Scrooge.

Uma questão interessante que vale discutir é porque refazer um filme que tem uma identidade tão marcante? Principalmente se for uma versão idêntica ao original em termos de história ou contexto. Ao menos tudo poderia ser diferente para não querer a ousadia de deixar o antigo filme num esquecimento artístico.
O filme original, lançado em 1968, foi dirigido por George Dunning, embora o nome que sempre se remete a obra seja o de Heinz Edelmann, o diretor artístico, responsável por todo aquele visual psicodélico que deu uma marca pessoal ao filme. A identidade é tanta que qualquer arte feita com aquele traço remete a lembrança de Yellow Submarine, mesmo que não se tenha nada a ver.
Edelmann é o único, lógico, que se beneficiou do estilo, continuando a fazer por toda a sua vida trabalhos com essas mesmas características. Ele faleceu recentemente, em 21 de julho de 2009.

Apesar de famoso e elogiado pela crítica muitas poucas pessoas viram Yellow Submarine. A história é sobre os ataques dos Maldosos Azuis sobre a cidade de Pepperland com a finalidade de acabar com as cores, a música e o amor. Eis que surgem os quatro fabulosos à bordo do submarino amarelo para conter os inimigos.
Enquanto o filme não chega ficamos com o original. Primeiro com o trailer da época de lançamento e em seguida com a passagem mais a ver com psicodelia, com a música Lucy in the Sky with Diamonds.


