Uma das coisas que sempre gostei na série Harry Potter era a forma como a história foi crescendo com o passar dos livros. Do infantil Harry Potter e a Pedra Filosofal, acompanhamos Harry crescendo e tendo de lidar com situações diversas até chegar a se tornar um jovem cheio de angústias e medos, além de corajoso, em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Ou seja, a história não usava um nome conhecido e um personagem unidimensional. Com o tempo, acompanhamos o crescimento de Harry, como se ele fosse alguém real, que cresce e amadurece. E falo isso com prazer ao poder comparar Indomada, o quarto livro da série The House of Night, à, provavelmente, melhor série de livros dos últimos tempos.
É evidente que P.C. e Kristen Cast, mãe e filha, se inspiraram em Harry Potter para compôr seu enredo, afinal, trata-se de um universo sobrenatural, jovens numa escola, professores e, o melhor de tudo, uma série que só cresce a cada livro e evolui com isso.
Em Indomada, Zoey Redbird tem de lidar com tudo que já viveu desde que foi marcada e se tornou uma novata vampira. E, parafraseando a máxima do Homem Aranha, Zoey descobre que grandes poderes sempre trazem grandes responsabilidades. Em seu caso, quase custa seu relacionamento com seus amigos.
O que mais gosto da série é que ela é daquele tipo que você começa a ler um novo livro que vai crescendo até se tornar impossível largar as páginas, já que você está ansioso para saber como aquela história vai terminar. Por isso, confesso que foi com grande ansiedade que cheguei ao fim de Indomada, já contando os dias para me deliciar com as páginas de Caçada, próximo volume da série.
Além dos problemas que Zoey já tinha de enfrentar, dessa vez Neferet, a grande sacerdotisa vamp, finalmente coloca as garras de fora e mostra que é REALMENTE do mal. Mexendo com forças demoníacas, a bela vilã da história termina por trazer de volta à vida provavelmente o grande inimigo de Zoey e sua orda de amigos nos próximos livros: Kalona, uma espécie de nefelim (sim, como os da Bíblia), mistura de anjo e humano que, devido ao seu desejo sexual pelas virgens humanas foi aprisionado pelo povo Cherokee e ficou assim por décadas. Mas Neferet, nas últimas páginas da história, traz o dito cujo de volta ao mundo mágico de The House of Night.
Mexendo com magia, acho interessante como as autoras conseguiram inserir elementos conhecidos por nós, como o catolicismo, na história, de uma forma harmônica. Tudo bem que o ‘povo da fé’ é citado desde o primeiro livro, mas freiras e menções específicas à Bíblia surgem naturais em Indomada.
Antes de terminar, preciso dizer que Aphrodite ganhou um fã. Aquela que achei que seria uma espécie de Draco Malfoy de saias no primeiro livro, roubou meu coração e é, sem dúvida, a amiga mais interessante de Zoey. Aphrodite e seus dramas ganham, de longe, da orda de nerds que são os demais amigos de Zoey e a história sempre cresce quando ela está no centro dos acontecimentos. Acho que as autoras inclusive perceberam bem isso, já que a personagem é usada bastante e, pelo que me parece, só tende a crescer ainda mais nos próximos volumes da série.
Dessa forma, não tenha preconceitos. Se você quer se divertir e mergulhar num mundo sobrenatural onde vampiros interagem com humanos, digo com propriedade: a série The House of Night dá um banho em Twilight (Crespúsculo) e afins. Vale muito a pena se aventurar nessa história.





Confesso: The House of Night me viciou e estou ansioso para ler o próximo volume da história. E sim, quando eu terminei de ler 

