E vocês sabiam que existe um Dia do Sexo? Pois 06 de setembro foi definido em nosso calendário como o Dia do Sexo. Como se trata de uma data super importante, não poderia deixar passar em branco e, por isso, para comemorar, elaborei esse especial que compartilho com vocês. \O/
Mas deixo bem claro que o Sem Tédio é um site de respeito e família, por isso, quase nada de sexo explícito aqui. Apenas um apanhado de referências (e dicas) ao ato em si nos mais diversos meios que movem a nossa amada cultura pop e que insistem em nos deixar SEM TÉDIO.
Com vocês, o SEXO nosso de cada dia na literatura, cinema, música, nos quadrinhos e até nos jogos de videogame!
Na Literatura:
A CASA DOS BUDAS DITOSOS
Escrito por João Ubaldo Ribeiro, o livro A Casa dos Budas Ditosos foi publicado inicialmente dentro do projeto Plenos Pecados, da Editora Objetiva. Com cada livro de um autor diferente contando uma história onde um dos pecados capitais fosse o fio condutor da trama, a Luxúria coube a João Ubaldo, que criou essa sexualmente envolvente história.
Aos 68 anos, a narradora do livro vai contando sua vida, desde muito jovem até o momento em que se encontra. Livre – ou libertina -, ela nunca se furtou de experimentar nenhum tipo de experiência e conta, página a página, sua vida sexual em detalhes sórdidos e minuciosos, muitas vezes descambando para o pornográfico, mas sem perder a classe, transformando o livro num verdadeiro pornô cult.
Com o sucesso do livro, tempos depois surgiu uma peça baseada e com o mesmo nome de A Casa dos Budas Ditosos, onde, num monólogo, Fernanda Torres dava vida à personagem de João Ubaldo nos palcos, envolvendo a plateia com revelações picantes da vida daquela personagem. Um sucesso, como também foi o livro.
—
SEXO ANAL [UMA NOVELA MARROM]
Com a singela prática sexual sobre a qual a outrora santinha Sandy declarou ser possível ter prazer, Luiz Biajoni criou um romance policial onde o sexo anal permeia toda a história, de forma envolvente e sedutora. Com muitos duplos sentidos.
O autor (que tem ainda em seu currículo obras de nomes sutis como Buceta [Uma Novela Cor de Rosa] e Elvis & Madona [Uma Novela Lilás]), carrega nas tintas, não se priva de incluir em seu texto palavrões, práticas sexuais diversas e todo tipo de falha de caráter em seus personagens, criando uma história que conquistará você. Sem fugir dos clichês, não será possível largar: é pra ler de uma só sentada!
—
No Cinema:
CALIGULA
Dirigido por Tinto Brass, Giancarlo Lui e Bob Guccione (sim, três diretores, que foram se revezando na tarefa enquanto um a um abandonava o projeto), em 1979, Caligula conta a história da ascensão e queda do imperador romano Gaius Caesar Germanicus, o famoso Caligula (Malcolm McDowell). Entretanto, não foi por sua trama histórica que o filme ficou famoso e sim por suas cenas de sexo explícito.
Com quase 3 horas de duração, o filme é comumente chamado de um pornô-épico, com suas cenas de orgias, sexo explícito, flagelação sado-masoquista e escatologia. Controverso, o filme foi financiado pela revista Penthouse, sendo o primeiro a mostrar atores famosos (John Gielgud, Peter O’Toole, Malcolm McDowell, Helen Mirren), envolvidos em cenas de sexo explícito.
—
SLEEPING BEAUTY
A história da Bela Adormecida trazida para os dias atuais, seria essa a intenção de Sleeping Beauty? Filme australiano sem previsão de estreia no Brasil e dirigido por Julia Leigh, Sleeping Beauty conta a história de uma jovem (Emily Browning), que arranja um emprego numa “casa” onde realiza o desejo de alguns frequentadores: toma uma droga pesadíssima, entra em estado de sono intenso, e dá prazer à homens que tem o tipo de fantasia de transar com mulheres dormindo – no caso do filme, aparentemente mortas. Só há uma regra: eles podem fazer tudo, menos penetrar a moça.
Com um argumento pesadíssimo e focando numa personagem principal perdida na vida, o filme não poupa nas cenas de nudez e sexo, mostrando que Emily Browning (assim como Déborah Secco, em Bruna Surfistinha) não se esquivou de um filme polêmico onde seu corpo é mostrado de todos os ângulos.
—
Na Música:
RITA LEE
A sempre provocante Rita Lee, com suas letras cheia de insinuações e sugestões, como quem não quer nada fez todo mundo cantar o sexo, sem nem perceber, algumas vezes em sua carreira.
Do sutil convite a um Banho de Espuma, regado à plena vagabundagem, até a pedidos explícitos para ser deixada de quatro no ato em Lança Perfume, passando pelas diferenças de Amor e Sexo, a cantora sempre usou o seu rock para cantar a relação a dois de forma divertida, bem humorada e natural. Como todo sexo deve ser.
—
MADONNA
Provocante, Madonna elevou a temperatura do pop com suas músicas e clipes polêmicos. Da insinuação da primeira vez em Like a Virgin à pura blasfêmia (para a Igreja Católica) em Like a Prayer, a cantora sempre se manteve na mídia, mostrando-se dona da situação, como em Erotica, ou simplesmente incentivando todos a lutarem pelo que querem, em Expres Yourself.
Madonna é um ícone e continuará sendo. Com ou sem polêmicas. E talvez o seja porque sempre encarou o sexo de forma tão corriqueira em suas músicas e na vida.
—
Nos Games:
BEAT ‘EM & EAT ‘EM
Esse vai ser lembrado apenas por aqueles que um dia já jogaram Atari. Criado pela Mystique, Beat ‘Em & Eat ‘Em foi um jogo que fez bastante sucesso basicamente por ser… proibido para menores (o que, é óbvio, fazia com que todos os menores quisessem jogá-lo).
Bobinho, se comparado a jogos atuais, o Beat ‘Em & Eat ‘Em levava para o Atari uma trama quase idiota: o jogador tinha de controlar algumas mulheres que deveriam engolir o esperma de um pênis “em erupção” que aparecia na tela. A cada 69 (infame!) pontos acumulados, o jogador ganhava uma vida extra.
—
CUSTER’S REVENGE
Também produzido pela Mystique – que era uma empresa especializada em joguinhos pornográficos, o Custer’s Revenge acompanhava um caubói que tinha de escapar de várias flechas atiradas por índios. O objetivo do jogador, que comandava o caubói, era alcançar uma índia no final da tela e fazer sexo com ela.
Lançado em 1982, o joguinho para Atari gerou inúmeros protestos nos EUA vindos de organizações de direitos humanos, que diziam que Custer’s Revenge era um jogo com conotação racista e machista.
—
Nos Quadrinhos:
RADICAL CHIC
Criada pelo cartunista Miguel Paiva, a Radical Chic surgiu em 1982, dentro do suplemento dominical do Jornal do Brasil. Aos poucos, a personagem foi ganhando fama e conquistando espaço. Sem papas na língua e com uma vida livre, Radical Chic é uma personagem que sempre encarou o sexo com tranquilidade, se envolvendo com mil homens e sem medo de ousar.
Inspirado no personagem, um programa de televisão foi criado e apresentado pela rede Globo, a partir de 1993, com Andréa Beltrão dando vida à Radical Chic e apresentação de Maria Paula.
—
Na Televisão:
Confira no Blog NaTV, uma seleção com a primeira vez de alguns personagens inesquecíveis do mundo das séries de tevê. Basta clicar aqui!
—
Querendo ou não, o sexo move a nossa cultura e está presente em todos os lugares. Seja nas bancas de jornais, sejo no milionário mercado pornográfico, seja nas piadinhas que são contadas em qualquer roda de amigos.
No Dia do Sexo, nada mais natural do que falar abertamente sobre o assunto e até mesmo rir da forma muitas vezes debochada em que ele é retratado à nossa volta.
Entretanto, sem mais delongas, divirta-se nesse dia que foi feito para ser usado e abusado. E se não tiver com quem comemorar, deixe seu lado nerd aflorar: aqui no Sem Tédio temos vários outros artigos para você se distrair enquanto o dia não terminar!














![elvis-madona elvis madona Elvis & Madona [Uma Novela Lilás], de Luiz Biajoni](http://semtedio.com/wp-content/uploads/2010/11/elvis-madona.jpg)


