Titanic: Poster da Versão em 3D do Filme

titanic 3d 337x500 Titanic: Poster da Versão em 3D do Filme

Calma, você não voltou para 1997, quando Titanic, de James Cameron, estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, foi aquela sensação absurda que levou todo mundo aos cinemas para chorar e chorar e chorar. O mesmo filme voltará aos cinemas no próximo ano (“estreia” em abril, pelo menos nos EUA) numa versão em 3D para fazer ainda mais dinheiro e fazer a alegria dos saudosistas de plantão.

Não queria confessar, mas… Não sei vocês, acho muito que vou ver o filme novamente. O triste vai ser ouvir pela milésima vez os acordes de My Heart Will Go On que, prevejo, pode voltar a fazer sucesso. Será?

Keanu Reeves Estrelará Akira

Keanu Reeves  Keanu Reeves Estrelará Akira

Brad Pitt e Ryan Gosling já disseram não ao projeto, mas Keanu Reeves está mesmo negociando para ser Kaneda, o protagonista da adaptação de Akira para o cinema. O anime – inspirado no mangá – lançado nos anos 80 é um dos grandes clássicos da década.

A história desta vez acontecerá em New Manhattan, uma cidade reconstruída com dinheiro japonês e onde o líder de uma gangue de motoqueiros tem de resgatar seu irmão mais novo que está envolvido no projeto secreto governamental chamado “Akira”. Para conseguir o que quer, o motoqueiro tem de enfrentar políticos e cientistas.

O filme, que está em desenvolvimento já há bastante tempo, tem produção da Appian Way (empresa de Leonardo DiCaprio) e o lançamento será da Warner. O roteiro é de Mark Fergus e Hawk Ostby (os mesmos de Homem de Ferro) e o diretor é Albert Hughes (de O Livro de Eli).

Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann

romeu julieta1 Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann

Clássicos são eternos. E os clássicos de William Shakespeare são mais eternos ainda. Autor de tragédias e comédias, é do autor aquela que é considerada a primeira e mais trágica história de amor: Romeu e Julieta. O cinema (e o teatro e a televisão) se inspiraram na clássica história muitíssimas vezes e todos conhecemos por alto a trama. Entretanto, no já distante ano de 1996, o diretor Bass Luhrmann resolveu inovar e dar uma roupagem mais moderna para a história e levá-la novamente aos cinemas. Chegava assim às telonas Romeu + Julieta, uma deliciosa história trágica de amor.

Na versão de Luhrmann, a história da peça de Shakespeare é transportada para os dias atuais, tendo como cenário a cidade de Verona Beach, uma metrópole que é atormentada pela guerra entre duas famílias rivais: os Montéquio e os Capuleto. Crimes e vandalismo marcam os encontros dos membros de ambas as famílias, que se detestam, possivelmente, há eras!

Nesse cenário é que somos apresentados ao jovem e apaixonado Romeu, vivido por um Leonardo DiCaprio pré-Titanic, mas já mostrando o ator que se tornaria no futuro. Sofrendo de amor pela jovem Rosalinda, Romeu é convencido por seus primos e amigos e invadir uma festa na casa dos Capuleto e lá acaba se conhecendo e apaixonando-se perdidamente pela bela e jovem Julieta Caputleto, vivida por Claire Danes, que ilumina a tela com sua beleza. O desenrolar da história, todos nós já conhecemos, mas a adaptação nos prende de tal forma que é improvável que você não acompanhe o filme até seu final apoteótico.

romeu julieta Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann

O mais interesssante da versão de Luhrmann é que toda a trama foi adaptada para os dias atuais, com excessão dos diálogos. Ou seja, espadas e punhais são trocados por armas de fogo, a ação se passa numa grande cidade, tudo remete ao mundo que conhecemos e vivemos. Entretanto, todos os diálogos foram mantidos na forma originalmente escrita por Shakespeare, o que dá um toque todo lírico à produção.

A trilha sonora é um detalhe à parte, com músicas muito bem inseridas e escolhidas. Você certamente irá atráz das músicas do filme ao terminar de assistí-lo. Aliado a isso, a fotografia é excelente, com imagens deslumbrantes (a própria Verona Beach, a praia, a igreja cheia de velas quase no final) e cenas de um cuidado visual incrível.

Romeu + Julieta, um clássico dos anos 90, que merece ser assistido e reassistido várias vezes.

A Origem, de Christopher Nolan

topo inception 500x280 A Origem, de Christopher Nolan
“Qual é o parasita mais resistente? A bactéria? O vírus? Uma idéia. Resistente e altamente contagiosa. Uma vez que uma idéia se apodera do cérebro, é quase impossível erradicá-la. Uma idéia que é totalmente formada e compreendida, permanece.”

A idéia inicial de A Origem (Inception) veio dos consagrados filmes de roubo, no estilo Onze Homens e um Segredo (e doze, e treze, e outros segredos), onde um grupo de ladrões incrivelmente bem organizado e cronometrado planeja roubar algo de grande valor (sendo cassinos os maiores alvos). Dom Cobb (DiCapro) é um ladrão e tem seu time afiado e cronometrado, mas seus planos são orquestrados para roubar idéias das mentes das pessoas através de sonhos. Surrupiar idéias – por mais absurdo que pareça o conceito – é possível, mas e plantar uma nova? É a partir da possibilidade dessa “inserção” (Inception, o nome original do filme) que a história começa, quando Cobb é contratado por Saito (Ken Watanabe) para inserir uma idéia na mente do herdeiro de um grande império (Cillian Murphy, fazendo papel de gente normal em vez de um psicopata, pra sair da rotina) em troca de voltar para os Estados Unidos e ficar junto de seus filhos novamente.

O diretor e roteirista Christopher Nolan trabalha com a idéia do subconsciente e suas várias camadas, um sonho dentro de um sonho (e dentro de um outro sonho) e a passagem de tempo dentro de cada um desses níveis. No filme, o público é representado pela arquiteta Ariadne (Ellen Page), que entra para o time durante o processo e precisa entender o que está acontecendo. É durante as explicações de como as coisas funcionam para ela que vamos entendendo o que se passa. Ou não.

inception cena 2 570x380 A Origem, de Christopher Nolan

Em um mundo onde se pode construir tudo aquilo que quiser apenas pelo ato de pensar, Nolan nos alerta sobre a importância de discernir sonho de realidade, do risco de atravessar essa linha e se perder no meio do caminho e ainda do perigo e complexidade da tal “inception”.

Leonardo DiCaprio aceitou um papel muito semelhante àquele que fez em seu último filme, A Ilha do Medo, sem o medo da comparação. Apesar de o referencial ser bem diferente, Dom se assemelha a Teddy em vários aspectos, inclusive na esposa psycho (aqui interpretada por Marion Cotillard). Do galã adolescente de Titanic e Romeu + Julieta (o Robert Pattinson de 1997) para o ecologista e sério DiCaprio de hoje em dia (que inclusive levou painéis solares para alimentar os sets de A Origem) o caminho foi longo, mas muito bem percorrido.

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Como em O Grande Truque, outro filme onde Nolan atuou como diretor e roteirista (assinando o roteiro junto com seu irmão Jonathan Nolan), nada é entregue de graça ao público. São vários detalhes e informações que passam despercebidos da primeira vez que é assistido, várias “dicas” para se situar melhor (ou para não se perder mais) na mistura de níveis temporais que fazem o clímax do filme durar mais de 40 minutos. E só quem escreveu o roteiro e tem a possibilidade de executá-lo da maneira que imaginou durante a concepção da história é que consegue orquestrar um clímax de 40 minutos e que ainda honra o título de “clímax”.

A trilha sonora de Hans Zimmer também colabora para a tensão prolongada, misturando os arranjos de guitarra do colaborador Johnny Marr (ex-integrante da banda The Smiths) com notas da música Non, Je Ne Regrette Rien de Edith Piaf.

A Origem não é um filme que acaba quando as luzes se acendem. Vem com aquele final redondo, mas ainda assim aberto a várias interpretações, que mudam a cada vez que se assiste ao filme novamente. É aquele tipo de filme que gera discussões on e offline, que movimenta fóruns e comunidades no Orkut e que se recusa a sair da sua cabeça. Assim como uma idéia.

A Origem: A Surpreendente Divulgação Americana

inception divulgacao A Origem: A Surpreendente Divulgação Americana

Com previsão de estreia para o dia 06 de agosto de 2010, A Origem (Inception), do diretor Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio de protagonista, anda fazendo um trabalho de divulgação surpreendente.

A imagem de abertura desse post é uma divulgação da história em um prédio de Nova York que eu achei surpreendente: parecendo que o prédio está descascando, a promoção chama a atenção.

Em A Origem, Dom Cobb (DiCaprio) é um experiente ladrão que consegue penetrar no íntimo e infinito universo dos sonhos, roubando assim segredos subconscientes das pessoas enquanto elas dormem. Claro que a trama vai desgringolar toda e Dom Cobb se verá numa enrascada daquelas.

Seria legal que a promoção brasileira se inspirasse na americana e fizesse coisas do tipo no Brasil. Já imaginei algo semelhante nos prédios da Avenida Atlântica, em Copacabana ou na Avenida Paulista em São Paulo.

Cool, não?