Depois que os personagens dos quadrinhos se tornaram um filão a ser explorado no cinema, era só questão de tempo até que os mais conhecidos e famosos fossem esgotados e toda uma legião de super-heróis semi-desconhecidos chegassem às telonas. Desculpem-me os fãs, mas Lanterna Verde e Thor não tem nem de longe o mesmo charme e popularidade de um Batman, Homem-Aranha ou dos X-Men, por exemplo. E, com filmes fracos e bobos, fica difícil imaginar que a partir de agora passem a figurar entre os mais conhecidos e queridos super-heróis.
Se você, como eu, só conhecia o Lanterna Verde de nome, sem saber nadica de nada de sua história, fique tranquilo: tudo que você precisava saber sobre ele é mostrado nos trailers do filme, exibidos à exaustão antes da estreia. O piloto de avião Hal Jordan (Ryan Reynolds) é escolhido por um anel extraterrestre para fazer parte de uma patrulha de guardiões interplanetários (os tais Lanternas Verdes). Vive um lenga lenga de querer e não querer isso para sua vida, até que um “perigoso” inimigo que se alimenta de medo surge e pode acabar com toda a vida da Terra. É a hora do “herói” entrar em ação com suas luzes verdes modeladas, salvar a pátria e conquistar o amor da amiga de infância Carol Ferris (Blake Lively). Parece chato? Acredite, o filme é mais!
Arrastado e bobo, Lanterna Verde não conta lá também com grandes interpretações. Apesar de Ryan Reynolds não ser o desastre que se esperava como o protagonista, não tem o carisma de um Tobey Maguire ou de um Christian Bale. Blake Lively, vivendo a “mocinha” da história, consegue ser mais apática e desinteressante do que sua personagem na série Gossip Girl. E Peter Sargaard como o vilão Hector Hammond, putz, que porcaria! Sério que alguém conseguiu achar que aquele canastrão representava alguma ameaça? Não precisa ser um Heath Ledger dando vida magistralmente ao Coringa, mas o que é apresentado no filme é pura fanfarrice.
Juntando-se à história boba e mal conduzida, temos uns efeitos especiais bem dos vagabundos. O planeta Oa não tem nada demais, os personagens digitais parecem feitos às pressas e o uso do 3D é ridículo. Cada vez mais aumenta minha preguiça para filmes no formato, que não tem razão nenhuma de ser e que são assim “convertidos” apenas para que se cobre a mais no preço dos ingressos.
Se você é muito, MUITO fã, vá conferir a aventura no cinema para sair de lá xingando o diretor Martin Campbell pelo que fez com o filme do seu personagem querido. Mas, se você nem sabe quem é esse tal de Lanterna Verde, poupe seu tempo, espere sair em DVD ou passar um dia na Tela Quente. Tem outros filmes BEM mais interessantes em cartaz e que valem mais o seu dinheiro.



















