Harry Potter é, certamente, um clássico moderno. Foi o livro que fez as novas gerações se voltarem pro mundo da leitura e viajarem em uma saga que mobilizou milhares de leitores (e, posteriormente, telespectadores, com os filmes, no cinema). Não tenho vergonha nenhuma em admitir que sou fã da história e esperei ansiosamente por cada livro lançado e que fiquei meio orfão ao terminar a leitura de Harry Potter e as Relíquias da Morte.
O que eu acho interessante é o senso oportunista das pessoas. Basta uma obra fazer sucesso que chovem processos de plágio para todo o lado e, eventualmente, alguns deles ganham a mídia. É o caso que vem chamando a atenção da imprensa agora que os herdeiros do falecido escritor britânico Adrian Jacobs processam J.K. Rowling alegando que Harry Potter e o Cálice de Fogo, o quarto livro da série é uma cópia de partes substanciais de The Adventures of Willy the Wizard – Nº 1 Livid Land, de autoria de Jacobs, publicado em 1987.
“Estimo que seja um caso de US$ 1 bilhão. Mas obviamente essa será uma decisão da justiça.” -declarou Max Markson, agente dos herdeiros de Jacobs, que movem a ação.
J.K. Rowling, de sua parte, rebate dizendo que a acusação é infunda e pede o arquivamento do processo.
“Fico entristecida que mais uma acusação tenha sido feita de que eu teria retirado material de outra fonte para escrever Harry. O fato é que eu nunca havia ouvido falar do autor do livro antes da primeirira acusação por parte das pessoas ligadas à sua herança, em 2004. Com certeza, nunca li o livro. As acusações que estão sendo feitas são infundadas e absurdas e estou desapontada pelo fato de que eu e minha editora Bloomsburry tenhamos sido colocados em uma posição em que temos que nos defender.” -declarou Rowling à imprensa.
O fato é que esse tipo de processo promete se arrastar por anos na justiça, afinal, os herdeiros de Jacobs começaram a ação em 2004 e agora que ela realmente ganha uma certa visibilidade. Quem lucra nessa história toda é a família de Jacobs, que acaba chamando a atenção para a obra do escritor, que faleceu em 1997.
E então, quem está com a razão?



A Mães dos Vampiros de Crepúsculo – Stephenie Meyer


