
Lester William Polfus era o seu nome, mas o mundo o conhece pelo apelido de Les Paul, o sujeito que desenvolveu a guitarra mais famosa (junto com a Fender) do mundo. Ao longos de vários anos ele confeccionou diversos modelos de guitarra para uso próprio até que um dia a fábrica Gibson aceitou analisar alguns de suas ideias para o instrumento mais vendido no mundo musical.
De início a Gibson achou muito estranha a concepção de abandonar o tampo oco e adotar uma bloco maciço de madeira para obter uma ressonância diferenciada, ou seja, mínima, pois a madeira passaria a não vibrar junto com as cordas. Receosa, mesmo tendo aceito produzir as guitarras, a fabrica preferiu não por o seu nome, fazendo-o apenas depois que as vendas aumentaram e o sucesso já estava garantido.


Les Paul também foi um músico além de lutier. Começou tocando jazz lá pelos seus 13 anos de idade. Já adulto enveredou para o Rock. “It’s been a long, long time” e “Lover (When You’re Near Me)” são hits que dividiu com uma fera chamada Bing Crosby. Também um destaque na sua carreira de músico foi “How High the Moon” (1950), onde o guitarrista era acompanhado por Mary Ford, futura esposa. Em todas essas composições ele sempre procurou obter sonoridade diferentes, não só nas técnicas de execução e arranjos como nas guitarras. Ou seja, ele estava fadado a revolucionar o tal instrumento um dia.
Nascido em 1915 em Waukesha, no norte dos Estados Unidos, morreu neste 13 de agosto de 2009 em Nova York. A causa da morte é atribuída a uma pneumonia.
Para a história, além da música, ele deixa o legado de vários modelos de guitarras, como a Les Paul Goldtop, a Black Beauty, Les Paul Junior, Les Paul Special e Les Paul Standard, entre outros.



