Os Autores e Obras Mais “Rejeitados”

author dan brown Os Autores e Obras Mais RejeitadosDan Brown, o Mais Rejeitado

O site inglês The News Feed fez uma lista, baseada em quantidade de livros doados a lojas e terceiros, que elenca os autores e obras mais ‘rejeitados’.

A base foi a rua Oxfam, que abriga a maior quantidade de sebos e é a terceira maior vendedora de livros na Europa.  No topo da lista, Dan Brown, autor dos sucessos O Código Da Vinci, Anjos e Demônios e outros.

Confira abaixo, a lista com o TOP 10 dos autores e obras rejeitados feita pelo The News Feed:

  1. Dan BrownO Código Da Vinci
  2. Ian RankinThe Complaints
  3. Patricia CornwellThe Scarpetta Factor
  4. Alexander McCall SmithNº 1 Ladies Detective Agency
  5. John GrishamA Time To Kill
  6. Danielle SteelBig Girl
  7. J.K. RowlingHarry Potter
  8. Jeremy ClarksonDriven to Distraction
  9. Maeve BinchyMinding Frankie
  10. Bill BrysonA Short History of Nearly Everything

O Símbolo Perdido, de Dan Brown

simboloperdido O Símbolo Perdido, de Dan BrownAlguns autores seguem uma fórmula. Basta ler um livro para notá-la e passar a acompanhar, em outras histórias desse mesmo autor, como ele trabalha essa fórmula, conduzindo a narrativa de uma forma que essa fórmula não fique tão evidente. Sidney Sheldon, Agatha Christie, JK Rowling e, claro, Dan Brown.

Praticamente todos os livros de Dan Brown seguem a mesma fórmula e mesmo assim, são todos envolventes, já que o autor é um expert em misturar polêmica com aventura. E depois do sucesso monstruoso de O Código Da Vinci, todos aguardavam com ansiedade o novo livro do autor, que seis anos depois do lançamento de sua obra prima, finalmente chegou ao mercado.

O Símbolo Perdido, lançado no final de 2009, segue a cartilha das histórias de Da Brown. Está tudo lá: um grupo polêmico (nesse caso, os maçons), um vilão misterioso, uma narrativa ágil, muita informação aleatória e um protagonista que usa um relógio do Mickey Mouse. E para mim, que me deliciei com Anjos e Demônios e curti muito a viagem de O Código Da Vinci, esse novo livro de Dan Brown cumpriu o objetivo, entretanto, não sendo tão bom quanto as duas aventuras anteriores de Robert Langdon.

A ação de O Símbolo Perdido se passa em Washington, em apenas algumas horas, o que dá uma dinâmica rápida ao livro, afinal, é tudo acontecendo ao mesmo tempo. Langdon, nessa aventura, deixa as belas Victoria Vettra (de Anjos e Demônios) e Sophie Neveu (de O Código Da Vinci) para trás e ganha a companhia de Katherine Solomon, uma renomada cientista da área de noética (ciência que mistura misticismo com fatos concretos, visando provar crenças populares, simplificando BEM a coisa).

Convencido às pressas a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, Robert Langdon é levado a uma armadilha, onde deverá decifrar a lendária pirâmide maçônica, que, segundo a lenda, aponta para um lugar que esconde os maiores mistérios da humanidade. Se Langdon não fizer isso, Peter Solomon, seu amigo e mentor, acabará morrendo nas mãos de seu sequestrador.

É aí que chegamos a Mal’akh, o vilão da história. Provavelmente o antagonista mais bem construído por Dan Brown, grande parte do charme da história está no personagem e, quando a narrativa é centrada nele, nosso interesse é preso com mais facilidade. E o desenrolar da história do personagem é envolvente e, como não poderia deixar de ser, impactante.

Misture a tudo isso a CIA, muitas informações históricas e algumas teorias da conspiração e  você terá a história de O Símbolo Perdido. E, se você tiver muita curiosidade sobre o funcionamento da maçonaria, como eu mesmo tenho, gostará muito de conhecer um pouco mais da história da instituição através das páginas do livro.

Dan Brown não perdeu a mão e mostra isso de forma magistral em O Símbolo Perdido. Afinal, o que importa não é a fórmula e sim, como se usa essa fórmula. E Dan Brown é mestre nessa arte e em nos entreter.

O Símbolo Perdido
Dan Brown
Editora: Sextante
Preço Médio:  R$ 34

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O Símbolo Perdido – Dia 24 de novembro nas livrarias

 O Símbolo Perdido   Dia 24 de novembro nas livrariasOs fãs brasileiros do escritor americano Dan Brown já podem ficar felizes. Seu mais novo livro, O Símbolo Perdido, já tem data de lançamento no Brasil: 24 de novembro.

O livro é a nova sensação do mercado editorial, já tendo vendido mais de 2 milhões de cópias somente na primeira semana de lançamento nos EUA, Canadá e Reino Unido.

Em O Símbolo Perdido, Dan Brown conta uma nova aventura do simbologista de Harvard, Robert Langdon, dessa vez acompanhado da pesquisadora Katherine Solomon, uma estudiosa das conexões entre o corpo e a mente, em uma trama que envolve os segredos da maçonaria e vários símbolos ocultos. Dessa vez, a ação se passa na cidade de Washington, compreendendo um período de 12 horas.

Começou a contagem regressiva para os fãs! Afinal, dia 24 de novembro chega logo logo!

Desculpa se te chamo de amor, de Federico Moccia

Então, quem me conhece sabe que eu não sou muito fã de bestsellers ou “candidatos a”, esses livros que são lançados com estrondosas campanhas de marketing, como se fossem as melhores obras do pensamento contemporâneo, quando na verdade estão a quilômetros de distância desse lugar. Mas tudo bem, como uma aguerrida defensora da leitura como prática habitual, acho que ninguém perde nada em lê-los, no máximo deixa de usar o tempo para ler outra coisa mais interessante.
Agora vocês vão entender o porquê dessa pequena introdução. O livro em destaque hoje é “Desculpa se te chamo de amor”, de Federico Moccia, autor italiano em ascendência. Ele não chega a ser tão conhecido quanto Dan Brown ou Stephenie Meyer, mas já chegou por aqui com um certo prestígio, com direito até a busdoor que, embora não seja super atraente, como qualquer busdoor não passa despercebido às pessoas ao menos um pouco observadoras.
Fato é que eu já tinha reparado nesse busdoor algumas vezes, especialmente pelo título do livro, que de primeira me sugeriu tratar de uma nova peça de teatro. Afinal, guarda alguma semelhança com “A história de nós dois”, ou “Despertar da primavera”, outros títulos de peças em cartaz na cidade.
Mas eis que, em busca de algo para ler, numa conversa com um amigo, ele me disse que havia comprado dois livros, sendo um deles “Desculpa se te chamo de amor”. Ele me perguntou se eu queria emprestado e, na falta de outra leitura que me chamasse mais atenção no momento, disse que sim, sem grandes expectativas (Isso não chega a ser uma novidade, inicio praticamente qualquer leitura sem grandes expectativas).
Enfim, comecei a leitura, e as primeiras dez páginas não me chamaram muito a atenção. Mas persisti, porque vários livros não prendem mesmo nas primeiras páginas. E aí Alessandro começou a ficar interessante pra mim. Talvez porque a sua incapacidade de aceitar o término de uma relação sem motivo claro aproxime o personagem do universo feminino. Ou talvez porque ele pareça o ideal de homem que desejamos: aquele que busca ser o melhor na vida, tanto no plano da razão quanto no da emoção, no auge dos seus 37 anos.
E, é justo esse cara, que acaba literalmente atropelando – e sendo atropelado – por uma adolescente sem freios na língua, no corpo e na alma: Niki. Em algum momento da história, alguém a qualifica com o adjetivo “solar”. E essa me parece mesmo a melhor palavra para defini-la. Uma garota que exala a energia da juventude, e atinge Alessandro como uma onda, trazendo para o seu mundo um frescor do qual ele já não se lembrava.
Fica divertido acompanhar o envolvimento desse casal que, contra todas as diferenças, dá certo. Como se juntos eles conseguissem se encontrar num ponto médio, entre aqueles em que um e outro estão. É claro que não é assim o tempo inteiro, todo bom romance precisa de obstáculos para sobre eles se mostrar maior. E esse não foge à regra.
No mais, as tramas paralelas não se valorizam por si mesmas, cumprem apenas a sua função básica como complemento para delinear os perfis dos protagonistas, pela apresentação dos ambientes em que eles transitam e das pessoas com as quais convivem. Algumas partes da história são previsíveis, outras um pouco forçadas. Alguns diálogos soam um pouco truncados. Mas nada que chegue a comprometer.
No geral, a história flui bem, o texto é leve, atual, com algumas tiradas engraçadas e com algumas passagens eventualmente poéticas. Mas agrada especialmente por nos trazer outro amor de ficção, daqueles improváveis, que povoam sonhos desde sempre, numa versão moderninha. Vale a pena ler “Desculpa se te chamo de amor”.
desculpasetechamodeamor Desculpa se te chamo de amor, de Federico MocciaEntão, quem me conhece sabe que eu não sou muito fã de bestsellers ou “candidatos a”, esses livros que são lançados com estrondosas campanhas de marketing, como se fossem as melhores obras do pensamento contemporâneo, quando na verdade estão a quilômetros de distância desse lugar. Mas tudo bem, como uma aguerrida defensora da leitura como prática habitual, acho que ninguém perde nada em lê-los, no máximo deixa de usar o tempo para ler outra coisa mais interessante.
Agora vocês vão entender o porquê dessa pequena introdução. O livro em destaque hoje é Desculpa se te chamo de amor, de Federico Moccia, autor italiano em ascendência. Ele não chega a ser tão conhecido quanto Dan Brown ou Stephenie Meyer, mas já chegou por aqui com um certo prestígio, com direito até a busdoor que, embora não seja super atraente, como qualquer busdoor não passa despercebido às pessoas ao menos um pouco observadoras.
Fato é que eu já tinha reparado nesse busdoor algumas vezes, especialmente pelo título do livro, que de primeira me sugeriu tratar de uma nova peça de teatro. Afinal, guarda alguma semelhança com A história de nós dois”, ou “Despertar da primavera”, outros títulos de peças em cartaz na cidade do Rio de Janeiro.
Mas eis que, em busca de algo para ler, numa conversa com um amigo, ele me disse que havia comprado dois livros, sendo um deles “Desculpa se te chamo de amor”. Ele me perguntou se eu queria emprestado e, na falta de outra leitura que me chamasse mais atenção no momento, disse que sim, sem grandes expectativas (Isso não chega a ser uma novidade, inicio praticamente qualquer leitura sem grandes expectativas).
Enfim, comecei a leitura, e as primeiras dez páginas não me chamaram muito a atenção. Mas persisti, porque vários livros não prendem mesmo nas primeiras páginas. E aí Alessandro começou a ficar interessante pra mim. Talvez porque a sua incapacidade de aceitar o término de uma relação sem motivo claro aproxime o personagem do universo feminino. Ou talvez porque ele pareça o ideal de homem que desejamos: aquele que busca ser o melhor na vida, tanto no plano da razão quanto no da emoção, no auge dos seus 37 anos.
E, é justo esse cara, que acaba literalmente atropelando – e sendo atropelado – por uma adolescente sem freios na língua, no corpo e na alma: Niki. Em algum momento da história, alguém a qualifica com o adjetivo “solar”. E essa me parece mesmo a melhor palavra para defini-la. Uma garota que exala a energia da juventude, e atinge Alessandro como uma onda, trazendo para o seu mundo um frescor do qual ele já não se lembrava.
Fica divertido acompanhar o envolvimento desse casal que, contra todas as diferenças, dá certo. Como se juntos eles conseguissem se encontrar num ponto médio, entre aqueles em que um e outro estão. É claro que não é assim o tempo inteiro, todo bom romance precisa de obstáculos para sobre eles se mostrar maior. E esse não foge à regra.
No mais, as tramas paralelas não se valorizam por si mesmas, cumprem apenas a sua função básica como complemento para delinear os perfis dos protagonistas, pela apresentação dos ambientes em que eles transitam e das pessoas com as quais convivem. Algumas partes da história são previsíveis, outras um pouco forçadas. Alguns diálogos soam um pouco truncados. Mas nada que chegue a comprometer.
No geral, a história flui bem, o texto é leve, atual, com algumas tiradas engraçadas e com algumas passagens eventualmente poéticas. Mas agrada especialmente por nos trazer outro amor de ficção, daqueles improváveis, que povoam sonhos desde sempre, numa versão moderninha. Vale a pena ler “Desculpa se te chamo de amor”.
Federico Moccia
Editora Planeta
Preço Médio: R$ 30