
Desde que o mundo é mundo – ou pelo menos que a mídia é mídia -, nós presenciamos um fenômeno: as popstars que surgem do nada e basicamente tomam o mundo pop de assalto.
O único problema, pelo menos para elas, é que assim como surgem, essas divas tendem a cair em desgraça de maneira quase meteórica. Não tarda até que paguem mico, raspem o cabelo, sofram um escândalo de playback ou simplesmente fiquem muito gordas para o estrelato. Eis, aqui, uma lista das 10 divas que amamos odiar. Cedo ou tarde, odiamos nossas outrora amadas divas. Acompanhem-me para ver se concordam ou discordam!
LADY GAGA
Lady Gaga foi como uma virose bizarra. Surgiu do nada e, de repente, estávamos todos irremediavelmente infectados e nenhum médico sabia dizer muito bem o que estava acontecendo. Eis, então, o rótulo mais genérico das moléstias: virose pop. Mas, tal qual a enjoadíssima “My Heart Will Go On“, Lady GaGa foi exposta demais, ouvida demais, vista demais. Ainda não houve tempo hábil para nossa diva cair em desgraça, é fato. Mas as roupas que achávamos tão fascinantes começam a se tornar irritantes. A moça está cheia de processos na justiça. E 90% da população mundial já sente vontade de raspar a língua com gilete ao escutar a frase “p-p-p-p-oker face“. Lady Gaga ainda não caiu, fato. Mas o processo começou. Aguardem.
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MARIAH CAREY
Essa é oldschool. Mariah Carey surgiu com tudo. Diferente, curvilínea, com vozeirão, traços latinos e aquela adorável cabeleira gigante, combinados com um sorriso caloroso e uma personalidade meiga. Por anos, Mariah foi amada e reverenciada como a voz de uma geração. Até que chegou a idade. Isto não é o problema: a idade chega para todos. As coisas desandaram para Mariah porque seu vestuário não acompanhou a progressão dos anos – e dos quilos. Aos poucos, vimos uma outrora diva com vozeirão se tornar uma quarentona com saias curtas demais que, em uma tentativa desesperada para se encaixar, decidiu entrar no mundo do Hip Hop. Sim, sua produção musical pós-sumiço foi quase tolerável – e se espalhou por aí de maneira alarmante -, mas não tardou para que “Mimi” (*cof cof* tentativa desesperada de parecer jovem *cof cof*) voltasse a agraciar as capas de revistas como um gigantesco “fashion don’t” de voz oscilante. Seus agudos, em vez de impressionar, agora irritam. É, Mariah… Os anos não foram bons com você.
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MALLU MAGALHÃES
Mallu Magalhães nunca foi diva. Mas virou moda. Quando surgiu, todos queriam saber quem era aquela garotinha de 16 anos que causava tanto rebuliço no mundo musical. Até aí tudo bem. Até que DESCOBRIMOS de quem se tratava. Chatinha, com gostos altamente duvidáveis (não quero ser má, mas começa com “Marcelo” e termina com “Camelo”) e a habilidade de dar entrevistas de uma planta de aquário, aos poucos Mallu Magalhães foi incitando o ódio entre a mídia brasileira. Reparem no boicote. Se antes não podíamos ligar a rádio ou a TV sem nos depararmos com pedaços de “Tchubaruba“, há semanas não escutamos um pio (ou miado ou que quer que seja aquilo que ela faz). Quando aparecer um novo CD, é provável que escutemos uma música ou duas e só. Aos poucos, Mallu deve sumir como veio.
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BRITNEY SPEARS
Mas é CLARO que não poderíamos esquecer a princesinha bipolar do pop! Britney personifica o termo “hot mess”. Dominou a indústria musical e se tornou o símbolo da geração pop de 20-e-poucos-anos em tempo recorde. Vimos uma rosa desabrochar (e enriquecer) de maneira única. E a vimos murchar e apodrecer com uma velocidade espantosa. De teen idol a grávida, careca e maluca. Até sua irmã entrou na bagunça. Temos que admitir: é uma variação quase admirável de tão brusca. Mas Britney ainda é heroína. Assim como torcemos pela recuperação dos heróis que caem em desgraça, torcemos por Britney. Torcemos para que ela supere sua fase de desgraça pública e ressurja, tal qual fênix das cinzas, e nos surpreenda com um single arrebatador. Com seus últimos 2 CDs, tivemos amostras de sobrevivência. Mas acho que falo por todas aquelas garotinhas de 12 anos que sonhavam em balançar em uma sainha colegial que ainda esperamos uma afirmação incontestável de nossa adorável heroína desequilibrada. Britney, não amamos te odiar. Odiamos te amar. Mas amamos.
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KE$HA
Essa está fresquinha. Ke$ha mal surgiu e já suscita o ódio alheio. Constantemente alcoolizada, bagaceira e descabelada, Ke$ha chegou no topo da Billboard ontem e já conseguiu a proeza de fazer um show horrível e, ao contrário de Amy Winehouse, sem a “desculpa” de estar completamente trincada de drogas. O maior problema de Ke$ha nem é a música: é a incoerência. A carinha de gêmea Olsen com a atitude Courtney Love e a música Britney criam um misto confuso e, convenhamos, feito sob medida para ser detestado.
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AMY WINEHOUSE
Amy é simplesmente bizarra. E, ao contrário da bizarrice milimetricamente planejada de Lady Gaga, a de Amy é totalmente espontânea. A mulher simplesmente exala desequilíbrio mental. O cabelo, as roupas, os movimentos espásmicos no palco e os barracos físicos com o ex-futuro-marido eterno, seu “encarcerated Blake”, fazem de Amy uma pessoa verdadeiramente única. Isso tudo, claro, unido à sua voz maravilhosa e à música pop de qualidade. Amy, sua doidinha, crack is whack. Não gostamos de drogas, mas gostamos de você. Fique limpa – e ganhe uns quilinhos, porque a vibe caixa toráxica à mostra é meio assustadora.
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TAYLOR SWIFT
Talvez eu esteja sozinha nessa, mas me recuso a acreditar que só eu acho Taylor Swift absurdamente irritante. A loirinha surge com essa carinha angelical, atitude politicamente correta e musiquinha country no melhor estilo “quero segurar sua mão no recreio” e, de repente, todos a amam. Isto é, todos menos Kanye West que, ao ser rude com a menina, gerou mais reações negativas entre a população americana do que Chris Brown, que tascou-lhe a mão sem dó nem piedade na Rihanna. O fato de um país inteiro ter ido à defesa da garota como se tivessem roubado o último pedaço de bambu de um bebê-panda é, no mínimo, irritante. Por isso, Taylor Swift garantiu seu lugar no top 10.
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MADONNA
Essa é polêmica. É polêmica porque Madonna é diva eterna. Não estou negando isso. Mas, dadas as recentes estripulias da Rainha do Pop – inclusive a estripulia brasileira de nome bíblico -, o excesso de plásticas e aquele bíceps que deixa o russo titânico de “Rocky 4” no chinelo, podemos dizer que as coisas não são mais as mesmas. Até a música vem deixando a desejar. Entendam: eu não estou desmerecendo a incrível Madonna. E temos que admitir que a mulher teve uma longevidade incrível. Mas meu conselho seria para ela parar, pelo menos com o botox, enquanto está no topo. Fica a dica.
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COURTNEY LOVE
OK, a Courtney Love nunca foi diva pop. Mas já foi diva punk e, no começo do Hole, inspirou muitas garotas revoltadas a pegarem suas guitarras e fazerem “música de garoto” sem medo de serem felizes. A queda de Courtney não começou com a morte de Kurt. Pelo contrário, foi lá que ganhou o raríssimo status de viúva diva, que sofria a morte do cara mais deliciosamente soturno do mundo da música. O problema foi mais recente, quando Courtney se rendeu às cirurgias plásticas e decidiu se tornar mainstream. Divas punks não viram pop, Courtney.
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PUSSYCAT DOLLS
(Ênfase em NICOLE SCHERZINGER)
Pussycat Dolls foram trash-glamour desde o começo. Surgiram e iniciaram uma moda instantânea do quase-strip coreografado, com roupas minúsculas e danças provocantes em um equilíbrio bizarro entre os shows de beira de estrada e a música pop. Não tardou para atraírem a atenção dos homens e os comentários maldosos das mulheres ao redor do mundo. E a diva-rainha, Nicole Scherzinger, também não demorou para exibir as garrinhas de porcelana e dar uma de Diana Ross. A cantora enfureceu as abelhas-trabalhadoras ao exigir que os cartazes dos shows da banda digam “Pussycat Dolls featuring Nicole Scherzinger.” Porque ela é especial demais para aparecer com as outras. É, Nicole. Ainda está meio cedo pra você dar uma de Diana. Consolide uma carreira e conversamos, combinado?
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Tudo bem, a lista é uma brincadeira e espero que você tenha entrado no clima. Por isso mesmo, te convido a participar: que diva pop você acha que já chegou lá e começou a rolar ladeira abaixo? Contem pra gente, usem a criatividade, a caixa de comentários é de vocês!
Por Fernanda Prates, do Glutamato Monossódico












