Bom, primeiramente, sou o Blulrich (um apelido ridiculamente ridículo quando você descobre a história por trás dele). Fui convidado pelo Leandro Faria para fazer uma contribuição ao blog. Talvez eu volte com mais textos, mas por enquanto, aqui vai minha review do filme Across The Universe.
Descobri recentemente uma paixão inesperada por musicais. Desde então, tenho procurado filmes do gênero, e esse é um dos melhores. Sei lá o que eu estava esperendo, sério. Não o que eu assisti. A história é contada com a ajuda de 32 músicas dos Beatles. É difícil explicar a falta de Yesterday, ou Here Comes The Sun, por exemplo. O tempo era curto (pouco mais de 2h), mas deram preferência a certas músicas não tão conhecidas.
Jude é um jovem pobre da Inglaterra que vai aos EUA para procurar o pai. O filme, que se passa nos anos 60, tem toda uma vibe de psicodelia e baderna juvenil, que é bem representada por Max. Ele e Jude formam uma amizade, que leva Jude até Lucy, irmã de Max. O namorado dela acabara de ser convocado pro exército, e (surpresa) ela fica caidinha pelo Jude. Nada além de apresentação dos personagens acontece até que Lucy vai para Nova York atrás do irmão. Ela descobre que o namorado foi morto, e acaba se engajando demais em manifestações anti-guerra. A história do filme gira por aí, mostrando toda essa ideia do “paz e amor” daquela época, sempre mantendo um foco no casal.
Os personagens secundários, por mais interessantes, não passam disso: secundários. Max, o de maior destaque, é mandado pra guerra. Os outros aparacem esporadicamente, quase sempre em contato com Jude ou Lucy. Há alguns paralelos interessantes com artistas da época, os mais óbvios sendo Jimi Hendrix e Janis Joplin. Mas várias outras referências foram escorregadas durante a trama. A parte musical, como disse antes, é impecável. Algumas músicas apareceram por pouco mais de um minuto, mas todas com um propósito claro; contar uma história. As melhores foram Strawberry Fields Forever (uma cena forte, muito bem editada), Across The Universe e All You Need Is Love. I Am The Warlus, numa participação relâmpago de Bono, tem grande impacto, tanto musical como visualmente.
Ninguém do elenco ficou devendo em momento algum. Tanto na parte musical quanto na atuação, falhas são difíceis de achar. Algumas existem, claro, mas nada que atrapalhe. São aqueles meros detalhes que sempre estão aí. O mesmo com o roteiro, aliás. É difícil seguir a história depois de uma sequência mais psicodélica. Prudence não tinha motivo de existir (literalmente). A sequência no início, mostrando Jude com a namorada, me pareceu sem sentido também. Ela mal apareceu de novo.
Já foram as falhas; já foram os acertos. A questão é que esse filme não é o que você vai assistir procurando uma história genial, um personagem maravilhosamente bem escrito, nem nada do tipo. É um filme que a gente assiste pra se divertir, pra passar o tempo. Você não vai assistí-lo sem ter algum tipo de opinião depois. É o clássico 8 ou 80; você ama ou você odeia. Felizmente, pra mim foi 80.
















Para os que gostam de vídeo games nomes como Rock Band e Guitar Hero não são desconhecidos. As duas franquias de entretenimento competem pela preferência do consumidor, assim é constante a procura por inovações na área.
E para entrar ainda mais no universo dos Beatles além do tabuleiro especial, você mexe em pecinhas nos formatos de um guaxinim (Rocky Racoon), uma morsa (I am the Walrus) e um martelo prateado (Maxwell’s Silver Hammer) todas referências a músicas da banda inglesa.

