James McCartney Gostaria de Formar Banda Com Filhos de Ex-Beatles

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Só de olhar para James McCartney já dá pra reconhecer suas semelhanças com o pai, Paul McCartney, mas será que seu talento musical pode ser suficiente para ter o mesmo sucesso? Um pouco difícil prever, a não ser que esteja ao lado de outros herdeiros dos Beatles, garantindo pelo menos a atenção de qualquer fã do lendário grupo.

Em entrevista recente, James revelou que gostaria de criar uma espécie de segunda geração da banda, e que para isso precisaria juntar os filhos de John Lennon, George Harrison e Ringo Star, o que não seria tão difícil assim. De acordo com o músico, esse é um projeto que já foi discutido algumas vezes, sendo que Sean Lennon e Dhani Harrison estariam interessados, faltando apenas convencer um herdeiro de Ringo. “Não acho que é algo que Zak (Starkley) gostaria de fazer. Talvez Jason (bateirista, também filho de Star) se interessasse. Eu toparia, Sean parece que sim, e Dhani também. Eu adoraria fazê-lo“, declarou.

Mas embora acredite e pense nessa formação, ainda não existem maiores indícios de que o projeto possa mesmo sair do papel. Prestes a iniciar uma turnê nos EUA, James começou sua carreira em 2009, contando com 3 discos até agora, porém, longe de ter o mesmo reconhecimento do patriarca da família.

FAB – A Intimidade de Paul McCartney, de Howard Sounes

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Preciso admitir que nunca fui muito fã de biografias. Até FAB chegar às minhas mãos, a única obra do gênero que li foi: Dias Gomes – Apenas um subversivo. Uma autobiografia bem humorada que conta toda a trajetória de um dos maiores dramaturgos que o Brasil já teve e o que é melhor, como foi o próprio quem escreveu, você nota uma liberdade maior nos fatos que são narrados. E agora, após ter lido A Intimidade de Paul McCartney, percebo o quanto posso ter me viciado com esse gênero literário.

Howard Sounes, autor de Dylan: A Biografia, foi fundo para escrever sobre Paul. Afinal, essa não seria a primeira biografia lançada sobre o astro e o autor precisava de elementos diferentes. Sounes então decidiu se dedicar intensamente e passou mais de dois anos fazendo pesquisas sobre a vida e obra de McCartney, entrevistando mais de duzentas pessoas, já que sempre existem certas histórias que ainda não foram contadas (ou não ganharam o mundo) e que, eventualmente, podem chocar os fãs mais fervorosos.

O casamento com Heather Mills, por exemplo, é palco de inúmeras polêmicas como agressões físicas sofrida pela ex-modelo e o abuso de álcool e drogas do ex-Beatle. E as polêmicas não param por aí, na obra é “narrado” o esquema de drogas que o cantor teve na época da banda The Wings e fora dela. E também os problemas que chegou a ter com a polícia. Acredito que muitos fãs xiitas do músico podem sentir certa revolta em algumas partes, mas acredito que essa seja a real graça em se ler uma biografia, autorizada ou não.

A obra é dividida em duas partes: Com os Beatles e, logicamente, Sem os Beatles. No livro está toda as diferenças criativas que permearam o fim da banda e os desejos e vontades do Sir McCartney, propenso a ser do contra quando se tratava de alguma opinião ou vontade de John Lennon. Sem contar a raiva que sentia por Michael Jackson e toda a história que gira em torno da aquisição dos direitos autorais das músicas do “FAB FOUR” (Quarteto Fantástico).

Ao todo são 644 páginas de história e curiosidades que tentam dar um outro olhar sobre alguns acontecimentos da carreira e vida pessoal do cantor e que ajudam, de certa forma, a entender um pouco de suas músicas e o possível “sentimento” que possa ter passado por Paul na hora de compor ou gravar alguns dos seus sucessos.

Assumo que algumas passagens da obra chegaram a me deixar incrédulo. Seja pela simplicidade que momentos tão íntimos foram relatados, quanto a forma com que, sendo verdade, foi explorado pela mídia, em 1967, o uso de LSD do Beatle, que só tinha vinte e cinco anos e total imaturidade para lidar com a mídia. Além de ser relatada a forma como a família McCartney reagiu a isso tudo.

Sendo verdade ou não, acredito que FAB – A Intimidade de Paul McCartney, merece o benefício da dúvida, ou seja, uma lida. E o lançamento aqui no Brasil foi um gol de placa da editora Best Seller.  Eu, como um fã dos Beatles, recomendo!

Across The Universe, de Julie Taymor

across the universe Across The Universe, de Julie Taymor

Bom, primeiramente, sou o Blulrich (um apelido ridiculamente ridículo quando você descobre a história por trás dele). Fui convidado pelo Leandro Faria para fazer uma contribuição ao blog. Talvez eu volte com mais textos, mas por enquanto, aqui vai minha review do filme Across The Universe.

Descobri recentemente uma paixão inesperada por musicais. Desde então, tenho procurado filmes do gênero, e esse é um dos melhores. Sei lá o que eu estava esperendo, sério. Não o que eu assisti. A história é contada com a ajuda de 32 músicas dos Beatles. É difícil explicar a falta de Yesterday, ou Here Comes The Sun, por exemplo. O tempo era curto (pouco mais de 2h), mas deram preferência a certas músicas não tão conhecidas.

Jude é um jovem pobre da Inglaterra que vai aos EUA para procurar o pai. O filme, que se passa nos anos 60, tem toda uma vibe de psicodelia e baderna juvenil, que é bem representada por Max. Ele e Jude formam uma amizade, que leva Jude até Lucy, irmã de Max. O namorado dela acabara de ser convocado pro exército, e (surpresa) ela fica caidinha pelo Jude. Nada além de apresentação dos personagens acontece até que Lucy vai para Nova York atrás do irmão. Ela descobre que o namorado foi morto, e acaba se engajando demais em manifestações anti-guerra. A história do filme gira por aí, mostrando toda essa ideia do “paz e amor” daquela época, sempre mantendo um foco no casal.

Os personagens secundários, por mais interessantes, não passam disso: secundários. Max, o de maior destaque, é mandado pra guerra. Os outros aparacem esporadicamente, quase sempre em contato com Jude ou Lucy. Há alguns paralelos interessantes com artistas da época, os mais óbvios sendo Jimi Hendrix e Janis Joplin. Mas várias outras referências foram escorregadas durante a trama. A parte musical, como disse antes, é impecável. Algumas músicas apareceram por pouco mais de um minuto, mas todas com um propósito claro; contar uma história. As melhores foram Strawberry Fields Forever (uma cena forte, muito bem editada), Across The Universe e All You Need Is Love. I Am The Warlus, numa participação relâmpago de Bono, tem grande impacto, tanto musical como visualmente.

across the universe image Across The Universe, de Julie Taymor

Ninguém do elenco ficou devendo em momento algum. Tanto na parte musical quanto na atuação, falhas são difíceis de achar. Algumas existem, claro, mas nada que atrapalhe. São aqueles meros detalhes que sempre estão aí. O mesmo com o roteiro, aliás. É difícil seguir a história depois de uma sequência mais psicodélica. Prudence não tinha motivo de existir (literalmente). A sequência no início, mostrando Jude com a namorada, me pareceu sem sentido também. Ela mal apareceu de novo.

Já foram as falhas; já foram os acertos. A questão é que esse filme não é o que você vai assistir procurando uma história genial, um personagem maravilhosamente bem escrito, nem nada do tipo. É um filme que a gente assiste pra se divertir, pra passar o tempo. Você não vai assistí-lo sem ter algum tipo de opinião depois. É o clássico 8 ou 80; você ama ou você odeia. Felizmente, pra mim foi 80.

Por Blulrich, do Desmembramento Musical

O Garoto de Liverpool, de Sam Taylor-Wood

o garoto de liverpool O Garoto de Liverpool, de Sam Taylor Wood
No mês em que John Lennon completaria 70 anos (9 de Outubro) e dias antes das apresentações de Paul McCartney no Brasil, 17 anos depois de sua última visita, nunca se falou tanto de Beatles por aqui. Pelo menos não nesse século. É aí que surge O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy, 2009), cinebiografia da adolescência conturbada de Lennon. O filme é baseado na obra “Imagine – Crescendo com o Meu Irmão Jonh Lennon”, escrito por Julia Baird, meia-irmã do Beatle.

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O garoto John (Aaron Johnson) vive com o tio George (David Threlfall) e a rígida tia Mimi (Kristin Scott Thomas), até que uma tragédia abala a família. Para superar a morte do tio, John investe em seu amor pelo rock e vai atrás da mãe Julia (Anne-Marie Duff), que depois da separação de Bobby (pai de John), o deixou aos cuidados da irmã; e agora, mesmo regendo uma nova família, ainda leva uma vida desregrada. Em épocas de jazz e blues, o rock era mal visto pela sociedade britânica dos anos 50. Não podia ser tocado nas rádios e era o tipo de música oficial dos rebeldes (muitas vezes sem causa).

John aprende a tocar banjo com sua mãe e consegue convencer Mimi a lhe dar um violão, e junto com seus colegas da escola Quarry Bank High School monta sua primeira banda, The Quarrymen. Logo depois do primeiro show, John é apresentado a Paul (Thomas Sangster), que o apresenta a George (Sam Bell), e aqueles que um dia seriam conhecidos como os Fab Four começam a se formar.

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A artista plástica Sam Taylor-Wood não fez feio em seu primeiro trabalho como diretora, mas O Garoto de Liverpool não deve ser tido como obra definitiva da adolescência do músico que viria a ser assassinado na frente do seu apartamento por um fã que havia lhe pedido um autógrafo.

O filme é ótimo, mas abusa da liberdade poética. O âmago da história é aquele mesmo – a vida com a tia, a mãe desregrada que o abandonou, a primeira banda –, mas foi baseado nas memórias de uma menina que, na época, tinha seus dez anos de idade e hoje só escreveu um livro para pegar carona no sucesso do meio-irmão famoso.

O Garoto de Liverpool funciona perfeitamente como filme de drama, mas como cinebiografia é falho. Perto de outras cinebiografias famosas e premiadas dos últimos anos como Piaf – Um Hino ao Amor ou Johnny e June, soa até um pouco falso. Também não arrisco dizer o quanto de verdade essas outras duas possuem, mas seus dramas parecem mais verídicos. Talvez seja pelas interpretações memoráveis que ambas nos presentearam – não que Aaron Johnson tenha feito um trabalho ruim, mas tem muito arroz e feijão para comer antes de ser indicado (e ganhar) um Oscar como Joaquin Phoenix, Reese Whiterspoon e Marion Cotillard (sendo que as duas últimas levaram a estatueta de melhor atriz para casa em 2006 e 2008, respectivamente).

Mas também o filme não teria o mesmo apelo ou finalidade se já não soubéssemos que aquele “garoto de lugar nenhum” chegaria um dia a ser parte da banda “mais famosa que Jesus Cristo” (nas palavras do próprio Lennon).

Trailer:


40 Anos de Abbey Road

beatles abbey road 40 Anos de Abbey Road

No dia 8 de Agosto de 1969, os Beatles resolveram atravessar uma rua qualquer da Inglaterra para uma sessão de fotos. Uma delas foi escolhida para a capa do que viria a ser o último álbum da banda. E a rua, até então desconhecida, virou um dos maiores ícones do mundo da música. Pessoas recriam a cena em outros lugares, tamanha é a vontade de atravessar Abbey Road. Lá ainda existe uma câmera ligada 24 horas filmando tudo o que se passa na mesma faixa de pedestres em que um dia pisaram Paul, Ringo, John e George .

A idéia inicial era chamar o álbum de Everest, em homenagem à marca de cigarro preferida do engenheiro de som da banda, Geoff Emerik.  Porém, os Beatles não curtiram muito a idéia de fotografar no Himalaia e decidiram tentar algo mais perto de casa. Como estavam gravando em um estúdio que ficava em Abbey, tiveram a brilhante idéia de homenageá-lo. Hoje, centenas de bandas gravam no estúdio, e algumas sessões até aparecem em um programa de TV chamado Live From Abbey Road, exibido aos sábados pela Sony Entertainment Television.

O responsável pela foto foi Iain Macmillan, que conheceu os Fab 4 através de Yoko Ono.  Enquanto um policial controlava o tráfego, a banda atravessava a rua várias vezes em direções opostas. Iain não teve mais do que quinze minutos para imortalizar a cena, em sete ou oito fotos que agora pertencem aos arquivos da gravadora Apple.

beatles   abbey road 40 Anos de Abbey Road

Paul Is Dead

A foto é tão famosa que até intensificou uma lenda, existente na época, de que Paul McCartney havia morrido e sido substituído por um sósia, Billy Shears. O boato começou com um dj americano chamado Russ Gibbs. Na capa do disco,  Paul é o único que está com a perna esquerda na frente, segurando um cigarro e descalço. No fusca estacionado atrás de George, a placa tinha final 28, o mesmo número de anos que Paul teria se estivesse vivo. E, de acordo com Gibbs, os Beatles teriam dado pistas de sua morte também na capa do lendário Sgt Peppers. Loucura né? O fato é que o boato tomou uma proporção tão gigantesca, que o próprio Paul veio a público desmentir a história. Em 1993, ele lançou um álbum ao vivo e o chamou de “Paul is Live”, em homenagem aos rumores do passado.

album Paul McCartney Paul Is Live 40 Anos de Abbey Road

Uma outra curiosidade é que a capa de Abbey não possui absolutamente nada escrito, idéia do diretor de criação da gravadora, John Kosh. John alegava que por serem a banda mais famosa do mundo, naquela época, os Beatles não precisavam de apresentações.

Nenhuma capa teve mais paródias e mais imitações do que essa.

album The Beatles Abbey Simpsons Road 40 Anos de Abbey Road

Os Simpsons, na capa da Rolling Stone americana.

album The Friars Of The Community Of St Saviours Monastery Franciscan Road 40 Anos de Abbey Road

A comunidade franciscana do monastério de St. Saviour.

album Kanye West Late Orchestration Live at Abbey Road Studios 40 Anos de Abbey Road

Kanye West, ao vivo em Abbey Road.

abbey road ep 40 Anos de Abbey Road

Red Hot Chilli Peppers, na capa de um de seus EPs.

album Various Artists Beatles Regrooved 40 Anos de Abbey Road

Beatles regrooved, uma versão bem mais moderna.

album Sesame Street Characters Sesame Road 40 Anos de Abbey Road

Sesame Street.

album Various Artists Here Comes the Sun A Reggae Tribute to the Beatles 40 Anos de Abbey Road

Um tributo Reggae aos Beatles.

album Various Artists Baby Road The Beatles Lovely Songs 40 Anos de Abbey Road

Beatles for Babies.