Fiquei impressionada com esse filme que, desde seu início, mantem o clima de suspense que, da metade ao final se transforma em algo extremamente angustiante.
A história? Um casal, que após perder um filho, decide adotar uma garotinha meiga. Mas eventos mostram que, de meiga, a garota não tem nada, e pode destruir a família. Quase na mesma hora que eles levam para casa a menina Esther, uma série de eventos começam a acontecer, levando Kate a acreditar que há algo errado com a garota, que não é tão inocente quanto aparenta ser. Preocupada em proteger sua família, a mulher tenta convencer John a investigar o passado de Esther. Porém, ele não dá atenção a seus alertas até que possa ser tarde demais… para todos.
Nota 10 para a protagonista Isabelle Fuhrman, que interpreta Esther, e que está sensacional durante todo o filme. A jovem atriz, de apenas 12 anos, aprendeu a falar com sotaque russo e vai, de anjo a demônio, com uma facilidade incrível. Ainda assim, ela não entrega a melhor performance do filme, que fica por conta de Max, a filha surda e muda do casal. Sim, mesmo sem nenhuma fala, ela consegue atuar melhor do que todo o elenco adulto.
A Órfã tem tudo o que um filme do gênero precisa, só que melhor produzido e, acredite, mais inteligente. Apesar dos clichês e de recorrer a sustos fáceis ao invés da tensão, a personagem título é interessante e seu segredo é mais surpreendente do que eu esperava.
O roteiro quer surpreender o espectador com uma virada final que não será estragada nesse texto. Há várias pistas dessa revelação, mas nem uma mente fértil como a minha foi capaz de descobrir o que vinha por trás das maldades praticadas pela órfã.
Confesso que meus dedinhos coçam para escrever o final, mas vou deixar o desafio: assista e me diga se conseguiu descobrir o final surpreendente deste filme.
Por Fabiana Marchioro, do Chegando nos Trinta



