O amor entre pessoas diferentes já foi tema de diversos filmes. Da diferença de classes aos amores impossíveis, esta aí, quase sempre, uma boa história para um filme. Mas, e quando o amor surge entre iguais, mas com posturas diferentes? No caso de Latter Days, os iguais são dois homens, mas com posturas de vida totalmente opostas.
Dirigido por C. Jay Cox em 2003, Latter Days conta a história de Christian, um gay de 20 e poucos anos, assumido e cujo maior desafio na vida é flertar e conquistar outros homens. Ao lado de seus amigos, todos garçons de um restaurante de Los Angeles, ele vive sua vida e suas “paixões” diárias.
Enquanto isso, Aaron Davis é um mórmon que acaba de se mudar para o mesmo condomínio de Chris. Junto com outros três missionários mórmons, o “Elder” Aaron Davis é um jovem que tem a religião da família ultra-conservadora como modelo e seguiu os passos que esperavam dele. Até que ele conhece Chris e uma história de amor se desenha.
Contando com uma boa dose de drama, Latter Days é um filme simples e sincero, daqueles que conseguem emocionar sem soar como um manifesto. Apesar da temática gay da história – e do espinhoso assunto religião incluído no roteiro – a trama é leve, apesar dos momentos bastante dramáticos.
Vale notar alguns nomes do elenco. Jacqueline Bisset faz o papel da dona do restaurante onde um dos protagonistas trabalha e é como uma mãezona de todo o pessoal. Além disso, é interessante notar os primeiros passos na carreira de ator de Steve Sandvoss (Dizem Por Aí, O Jogo do Amor), que vive Aaron.
Melhor ainda é Joseph Gordon-Levitt. O jovem ator, que chamou atenção no aclamado 500 Dias Com Ela e em A Origem (além de ser o novo Homem Aranha dos cinemas), faz um papel de coadjuvante como um dos missionários que dividem a casa com Aaron.
Leve, simples e com uma mensagem de tolerância à diversidade e contra o extremismo religioso. Latter Days vale a pena e é recomendado.














