“Nossas necessidades são poucas, mas nossos desejos são incontáveis…”
(Bernard Shaw)
Quais são os seus maiores desejos na vida? O que você ainda não conseguiu realizar e que te apetece, como algo a lhe importunar? Conforme bem escreveu Bernard Shaw, apesar de nossas necessidades serem básicas, o que comanda nossa vida são os nossos desejos. E é com essa inquietação, com essa vontade de querer sempre mais que Os Insatisfeitos brinca e faz graça.
A peça, com texto e direção de Lula Braga e estrelada por Vinicius Messias e Fernanda Neder Martinez, conta com uma série de seis esquetes, onde conhecemos seis casais e seus desejos e inquietações. Crise dos 40 anos, hábitos de consumo, insegurança com relação ao peso, dependência de calmantes e a vida na velhice são alguns dos assuntos abordados.
Em cartaz no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, a peça ganha o charme de ser encenada num espaço pequeno e acolhedor, com o público em forma de arena, bem próximo aos atores. Eu, que sentei na primeira fila, estava a centímetros dos atores e me diverti bastante acompanhando as seis esquetes, que brincam com situações tão típicas do nosso cotidiano. Com os exageros comuns à comédia, é fácil se identificar ou reconhecer amigos e parentes em situações apresentadas pelos atores.
Vinícius Messias e Fernanda Neder Martinez estão muito bem nos papéis, marcando bem as diferenças entre cada um dos seis personagens que cada um interpreta. Destaco a beleza de Fernanda, que tem um ar de menininha e que arranca suspiros da platéia masculina. Fora a química entre os dois atores, que garante um ar de verdade para as absurdas situações que acompanhamos.
Para garantir boas risadas e sair mais leve do teatro, Os Insatisfeitos é uma ótima pedida. Conferido e recomendado pelo Sem Tédio. A diversão é garantida!
OS INSATISFEITOS
Local: Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema – Tel: (21) 2267 7295
Horário: Quinta a Sábado – 21h / Domingo – 20h
Preço: R$ 40,00 (5ª/ 6ª / Domingo) e R$ 50,00 (Sábado)




Eu também vi esse espeteaculo e achei muito bom! É muito engraçado e tem um tom crítico também! PArabéns pela matéria e pelo blog.
Fred