O Último Mestre do Ar, de M. Night Shyamalan



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Juro que fui com o coração aberto. Juro que fui ao cinema com a vontade real de dar mais uma chance a Shyamalan, esquecendo da podreira que havia sido A Dama da Água e Fim dos Tempos. Não que eu goste de sofrer, mas sempre é bom dar uma segunda chance às pessoas. Nesse caso já era a quarta. E não haverá quinta.

O Último Mestre do Ar consegue ser o filme mais longo de uma hora e meia já produzido. Nessa uma hora e meia você tenta acreditar que foi gasto ali 150 milhões de dólares; você tenta descobrir o porquê de estar com aqueles óculos 3D na cara (não, não há porquê); você tenta entender qual o real motivo da escolha de atores tão sem carisma e tão ruinzinhos mesmo; seria tudo aquilo um capítulo de Xena ou Hércules?

Não há resposta pra isso. Talvez os executivos, ao verem o resultado final do filme, pensaram: “não tem como consertar, lança esta porcaria e deporta Shyamalan de vez”. Ressalto que não vi o desenho (Avatar) que originou o filme. Então não sou fã mas, mesmo assim, senti a dor deles, pois você percebe o tempo todo que ali havia material e história para um filme incrível.

mestre do ar O Último Mestre do Ar, de M. Night Shyamalan

Um escolhido  que volta após 100 anos e encontra seu mundo dominado por forças do mal e, ele como único que poderia controlar os quatro elementos, parte numa jornada para aprender a controlá-los. Pelas mãos certas, qualquer pessoa poderia se divertir com este filme e estar torcendo pela sequência. Mas, dificilmente alguém em sã consciência gastaria mais alguns reais para ver mais um hora e meia que parecem não acabar.

E última: Shyamalan, arrume outra profissão!

Por G. Rodrigues, que você encontra no Twitter

 
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Comentários

  1. jonatas disse:

    caraaamba. Sou fã do desenho mas depois dessa vou preferir ficar só nele mesmo pra não me decepcionar. Ou esperar por um dvd pirata msm.

  2. Venho aqui falar como fã da série de animação que originou tal filme. Fã por captar na atmosfera do desenho diversos aspectos que me encantaram e me envolveram, por representarem de maneira fiel a forma com que a magia deveria ser concebida em um universo de fantasia (oriunda de meu legado de anos de jogatina da RPG, mais precisamente o sistema de magia de GURPS).

    Já estava aguardando a estréia do filme há alguns meses e esperava que minha fascinação aumentasse ao ver todo aquele mundo sendo traduzido da animação para o “realismo” (pessoas e lugares reais, ao invés do desenho). Infelizmente, veio a decepção!

    Devo concordar com a grande maioria das coisas que li aqui, pois a unica coisa que me inpressionou no filme se restringe à fidelidade da ambientação (cidades, vestimentas, caracterização visual das personagens, etc.). A uma hora e meia de “resumão” do Livro da Água (1a temporada do desenho e respectivo roteiro do filme) foi muito mal trabalhada e deixou de tratar diversos aspectos importantes da história, sendo no lugar disso uma tradução tediosa da jornada, com direto a diversas passagens irrelevantes e diálogos vergonhosos.

    Mas definitivamente, o pior de tudo foi a caracterização “psicoemocional” (hã?) das personagens (quem assistiu a série e viu o filme sabe do que estou falando). A grande maioria das personagens não parecem nem de longe com as personagens originais, tanto em aparência física, quanto à interpretação que os atores deram a elas. Coisas que me perguntei:

    “Onde foi parar o jeito infantil de Aang?”

    “E o jeito trapalhão de Sokka?”

    “Sokka e Katara não deveriam ser morenos? Por que esses branquelos?”

    “De onde veio essa barba em Iroh (tio de Zuko)? E onde foi parar o cabelo branco? E como ele perdeu a barriga proeminente?”

    “Iroh não deveria ser mais carismático?”

    “Por que Aang, Katara e Sokka estão sempre melancólicos?”

    “Por que o povo da água do norte ensinou Katara a moldar água sem nenhum problema (até onde eu sei, eles não aceitam ensinar mulheres)?”

    Resumindo: muitas coisas!

    Mesmo assim, como fã, espero que haja a continuação. Espero que melhore muito e, principalmente, espero que Shyamalan não destrua a imagem da minha personagem favorita em uma suposta sequência da história, a Bandida Cega (Toph)!

  3. williams disse:

    eu acho que o nome do segundo filme(se sair)deveria ser,”a bandida cega”,que contaria a história do livro 2:terra.

  4. Filipe disse:

    SABE o que eu acho. Que este foi um grande filme e que as pessoas deviam parar de criticar, por que se o filme é dele então deixa ele fazer do jeito que ele acha melhor. VocÊ s ficam falando muito mas pra critica tem saber fazer e eu duvido que quem critico o filme aqui não faz nem metade do que ele faz.

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