Alguns autores seguem uma fórmula. Basta ler um livro para notá-la e passar a acompanhar, em outras histórias desse mesmo autor, como ele trabalha essa fórmula, conduzindo a narrativa de uma forma que essa fórmula não fique tão evidente. Sidney Sheldon, Agatha Christie, JK Rowling e, claro, Dan Brown.
Praticamente todos os livros de Dan Brown seguem a mesma fórmula e mesmo assim, são todos envolventes, já que o autor é um expert em misturar polêmica com aventura. E depois do sucesso monstruoso de O Código Da Vinci, todos aguardavam com ansiedade o novo livro do autor, que seis anos depois do lançamento de sua obra prima, finalmente chegou ao mercado.
O Símbolo Perdido, lançado no final de 2009, segue a cartilha das histórias de Da Brown. Está tudo lá: um grupo polêmico (nesse caso, os maçons), um vilão misterioso, uma narrativa ágil, muita informação aleatória e um protagonista que usa um relógio do Mickey Mouse. E para mim, que me deliciei com Anjos e Demônios e curti muito a viagem de O Código Da Vinci, esse novo livro de Dan Brown cumpriu o objetivo, entretanto, não sendo tão bom quanto as duas aventuras anteriores de Robert Langdon.
A ação de O Símbolo Perdido se passa em Washington, em apenas algumas horas, o que dá uma dinâmica rápida ao livro, afinal, é tudo acontecendo ao mesmo tempo. Langdon, nessa aventura, deixa as belas Victoria Vettra (de Anjos e Demônios) e Sophie Neveu (de O Código Da Vinci) para trás e ganha a companhia de Katherine Solomon, uma renomada cientista da área de noética (ciência que mistura misticismo com fatos concretos, visando provar crenças populares, simplificando BEM a coisa).
Convencido às pressas a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, Robert Langdon é levado a uma armadilha, onde deverá decifrar a lendária pirâmide maçônica, que, segundo a lenda, aponta para um lugar que esconde os maiores mistérios da humanidade. Se Langdon não fizer isso, Peter Solomon, seu amigo e mentor, acabará morrendo nas mãos de seu sequestrador.
É aí que chegamos a Mal’akh, o vilão da história. Provavelmente o antagonista mais bem construído por Dan Brown, grande parte do charme da história está no personagem e, quando a narrativa é centrada nele, nosso interesse é preso com mais facilidade. E o desenrolar da história do personagem é envolvente e, como não poderia deixar de ser, impactante.
Misture a tudo isso a CIA, muitas informações históricas e algumas teorias da conspiração e você terá a história de O Símbolo Perdido. E, se você tiver muita curiosidade sobre o funcionamento da maçonaria, como eu mesmo tenho, gostará muito de conhecer um pouco mais da história da instituição através das páginas do livro.
Dan Brown não perdeu a mão e mostra isso de forma magistral em O Símbolo Perdido. Afinal, o que importa não é a fórmula e sim, como se usa essa fórmula. E Dan Brown é mestre nessa arte e em nos entreter.
O Símbolo Perdido
Dan Brown
Editora: Sextante
Preço Médio: R$ 34



eu adoro os livros de Dan B. , tenho anjos e demonios , codigo da 20 , e agora ja encomendei no simbolo perdido , deve ser mto bom tbm.
Muito bom seu post , vou divulgar seu blog.
rsrsrsrs…
se vc quiser me add no msn , ou se vc eh um fãn dos livros me add tbm
aceito todos.
cristianoharper@hotmail.com