A história é bem simples. O Duque de York, George (Colin Firth) tem um problema que muito o incomoda: é gago e, como todo gago, fica mais nervoso ainda ao ter que falar em público, o que deixa constrangido não apenas a ele, mas a todos em sua volta. Sua leal esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter) encontra um homem que pode ajudá-lo, um australiano chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush), especialista em dicção, que não gosta de ser chamado de doutor (porque na verdade ele não é), mas que sabe que pode resolver o problema de George. Tudo poderia ir bem se o irmão do Duque não se apaixonasse por uma americana divorciada duas vezes, o que o impedia de ser rei, o obrigando então a renunciar à coroa. Desta forma o simplório George se vê obrigado a assumir o trono britânico e tornar-se rei. Na mesma época, Hitler ameaçava o mundo e George tinha de usar um poder que ele nunca acreditou ter para unir toda uma nação: sua voz. Por isso, ele precisaria dos serviços de Lionel.
O Discurso do Rei parece ter sido concebido ou vendido como um filme de superação. Não é. O filme vai muito mais além, ao retratar a relação de um membro da família real inglesa avesso à qualquer tipo de intimidade com um homem de comportameno esdrúxulo. Com um elenco afiado (quase, a escolha de Guy Pearce como irmão mais velho de George foi equivocada e não convence), a história se concentra basicamente nos personagens de George e Lionel e eventualmente Elizabeth surge para roubar a cena.
O longa possui também uma excelente reconstituição de época (coisa que os ingleses sabem fazer muito bem) em uma historia que não vai muito além do que se espera dela e sem grandes surpresas ao longo de sua projeção.
Talvez, o que faça encantar os expectadores seja justamente o fato de se apoiar no talento destes três grandes atores para conduzir uma narrativa onde não acontece muita coisa além do óbvio.




