Lembro que havia decidido não tomar partido nessa disputa literária pela nova geração de vampiros. Infelizmente quebrei essa decisão com Diários do Vampiro, de L.J Smith e, mesmo sem saber, quebraria de novo com o livro de Guilhermo Del Toro e Chuck Hogan: Noturno.
Tinha o desejo de ler esse livro desde seu lançamento, mas infelizmente só agora consegui um tempo para comprar e me dedicar a essa história… de vampiros. Antes que vire o rosto e tenha medo de continuar, posso dizer que vale muito a pena. O ritmo do livro de Del Toro e Hogan é como se fosse um filme. Personagens interessantes e vampiros maus. Sim, nenhum vampiro tem chance de ser bonzinho e se render pelo amor de alguém. A história de Noturno é sobre sobrevivência: humana ou não.
Acompanhamos a história do Voo 753, vindo de Berlim para a cidade de Nova York. Ao pousar, algo misterioso aconteceu e todas as luzes do avião se apagaram. Todos os passageiros estão presos e ficando a cada minuto sem ar. Como as autoridades não sabem o que fazer e todos acabam tendo medo de algum ataque terrorista ou uma possível epidemia, uma equipe é contatada e Ephraim, chefe da Equipe Canário, vai explorar o avião e descobrir qual o seu problema e de seus passageiros.
Antes de atender o chamado do aeroporto JFK, Eph – assim chamado por amigos e colegas de trabalho – estava, finalmente, passando o final de semana com seu filho Zack, após semanas de trabalho constante. Aquele telefonema do aeroporto era tudo o que Eph queria evitar, mas vai acabar aproximando mais ainda pai e filho.
Enquanto o mistério do Voo 753 domina a noite na cidade de Nova York, uma única pessoa pode saber o que está acontecendo. Abraham Setrakiam, dono de uma loja de penhores no Harlem espanhol, pode ser a única pessoa capaz de lutar com o desconhecido. Ainda jovem, Abraham Setrakiam, lutou pela primeira vez com um vampiro e perdeu. Desde então ele tem seguido o rastro dessas criaturas e entendido como, durante o curso da história humana, eles ficaram escondidos. Setrakiam está se preparando e pode ser que a hora do embate tenha chegado.
Noturno é como uma série de ação. Não se pode ter um apego muito forte por algum personagem, nunca se sabe quando ele pode morrer ou virar um vampiro. E esqueça a imagem romantizada que se fez nos últimos livros dessas criaturas. Em Noturno eles não têm nada de sedutor.
NOTURNO
Guilhermo Del Toro e Chuck Hogan
Editora: Rocco
Preço Médio: 27,90




Comprei o livro em julho, mas ainda estou lendo, bem devagar, pra que não acabe a história! Já gostava do diretor, e me surpreendi ainda mais com o livro. Quando será que vai sair o outro volume da trilogia? Ou já saiu?
Renata, quando terminei de ler Noturo também quis saber sobre os outros dois livros. Até o momento o que se sabe é que esse ano será lançado o segundo volume da série. Pode deixar que assim que for lançado vamos avisar aqui no Sem Tédio. Obrigado pelo comentário.
Eu adorei o livro (e o empréstimo, hehehe).
Adorei essa nova visão dos vampiros, como seres diabólicos, meio zumbis. Sei lá, fui lendo e lendo.
E, confesso, amigo, tô ansioso pela continuação.
Que bela resenha, heim? Quero escrever igual a vc quando crescer!
Quando li uma resenha numa revista na época do lançamento, me deu muita vontade de ler. Tava desesperado para sair da nova onda de vampiros do bem que brilham e se apaixonam por todo mundo. Toda vez que penso em vampiros, lembro do Jack Bauer fr0m h3ll de Garotos Perdidos, ou do Brad Pitt e Tom Cruise em Entrevista com o Vampiro. ISSO é vampiro de verdade.
Sou fã do Guillermo del Toro e o ritmo cinematográfico que ele deu a Noturno é impressionante. Imagino que ele tenha sido o autor da história e Chuck Hogan quem a romantizou, um com a ajuda do outro. Eu, como um ser antissocial e sem habilidades para trabalho em grupo, imagino o empenho que deve ser escrever um livro em dupla, mas o negócio aqui funcionou muito bem.
Os vampiros de Noturno não são sedutores e sensuais como Louis e Lestat, nem motoqueiros rebeldes como David e a gangue do filme de Joel Schumacher, mas simplesmente corpos munidos por um vírus regado a sangue. Eles não falam, não pensam, não tem memórias do passado (pelo menos não os recém-criados) e o melhor de tudo: não se apaixonam. Adorei os vampiros-zumbis cinzas, sem cabelo, sem genitália e de olho preto. Hogan e del Toro criaram uma nova mitologia de vampiro sem assassinar a clássica como tem gente fazendo por aí (oi, Stephenie Meyer). As explicações científicas para os poderes da prata e da luz negra e as autópsias demonstrando como o vírus age como um câncer dentro do corpo do hospedeiro deram um tom forte de realidade à história.
O segundo livro foi lançado mês passado nos Estados Unidos e se chama The Fall (A Queda). A Rocco ainda não deu sinal de vida quanto ao lançamento no Brasil.
O livro já foi lançado aqui no Brasil. Está disponível nas Americanas e na Submarino.