Com previsão de entrar oficialmente em cartaz no dia 03 de setembro no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de assistir a uma pré-estreia da peça Mais Respeito Que Sou Tua Mãe, adaptada e dirigida por Miguel Falabella, tendo Cláudia Jimenez como grande estrela. A história original é do escritor e jornalista Hernán Casciari e nasceu de uma compilação de textos que o argentino publicava na internet sobre uma família inventada. Para terem uma idéia, em 2005 o argentino ganhou o prêmio de Melhor Blog do Mundo, concedido pela Deutsche Welle International, devido a esses textos.
Devo dizer que a adaptação de Miguel Falabella para a realidade brasileira é divertidíssima. As histórias criadas pelo argentino Hernán Casciari poderiam perfeitamente acontecer em qualquer família de qualquer cidade brasileira. Os tipos que vemos no palco, apesar dos propositais exageros, poderiam muito bem estar à nossa volta, em nossa vizinhança ou, quem sabe, em nossa família.
A história é simples: acompanhamos o dia a dia da família de Nalva (Cláudia Jimenez) e suas aventuras e desventuras, seus problemas financeiros e familiares. Claro, que tudo isso com uma dose cavalar de humor, como Falabella bem sabe empregar em seus textos. Junto com Jimenez, vemos em cena os atores Ernani Moraes, Henrique César, Frank Borges, Gabriel Borges, Sara Freitas e Séfora Rangel. Na família de Nalva, os tipos mais engraçados: seu marido desempregado e vascaíno; o filho intelectual, à principio gay e posteriomente pegador; o filho idiota e meio maluquinho; a filha com um lado um tanto quanto… fácil em relação ao sexo; o sogro, que planta maconha e fuma a erva o tempo todo; e a sobrinha do sogro, uma nordestina que surge no meio da história.
Formada por várias esquetes, a peça trata de assuntos tão diversos quanto sexo, homossexualidade, valores familiares, mundo virtual, drogas e afins. Tudo isso sempre com os dois pés na comédia. Não se surpreenda se em alguns momentos da peça você sinta dores na barriga de tanto gargalhar.
Devo destacar o ótimo cenário, que retratanto uma casa do subúrbio carioca é muito bem aproveitado. As cenas passadas no muro da casa, com o belo céu estrelado é muito bem feito. As luzes também estão coerentes com a peça e fazem a experiência ser ainda mais interessante.
Sobre a atuação de Cláudia Jimenez não há muito o que dizer. A peça é dela e não consigo imaginar outra atriz dando vida à Nalva da Silva. Os demais atores se saem muito bem, com destaque para os filhos homens de Nalva. O Cajá de Gabriel Borges é hilário e o gay-depois-não-gay vivido por Frank Borges é muito bem vivido pelo ator. Henrique César, como o sogro de Nalva e avô da família está hilário como o velho maconheiro que agita e une aquelas pessoas. Sara Freitas, mostrando por algumas vezes o seio na peça, convence como uma menina amalucada e esquisita. E Ernani Moraes como o marido de Nalva está impagável.
Mais Respeito Que Sou Tua Mãe é uma ótima distração para o fim de um dia de trabalho ou para encerrar (ou começar) bem uma noite do fim de semana. As gargalhadas são garantidas e não se surpreenda se além de rir você se apegar àqueles personagens. Vale muito a pena se envolver por Nalva e sua família disfuncional.
MAIS RESPEITO QUE SOU TUA MÃE
Estreia: 03/09, de quinta à sábado, às 21h; domingos, às 20h
Local: Teatro do Leblon – Sala Marília Pêra – Tel: (21) 2529-7700
Preço: Quinta e sexta: R$ 70,00; Sábado e domingo: R$ 80,00
Classificação: 18 Anos




Vi esta peça na sexta-feira dia 27 de Agosto. Tudo que foi dito na crítica ocorreu comigo. Fui ao teatro graças à Festa do Teatro e me diverti como nunca no teatro. Claudia Jimenez domina como nunca o texto e a platéia, ela solta algumas piadas a lá Sai de Baixo. E também reparei que Miguel Falabella pegou muito das idéias destes personagens para criar o Toma Lá dá Cá.
Estão lá: A filha Mal Caráter
O idoso moderninho.
A mãe que está pra toda obra
O filho maluco.
Porém na peça todos estão com 100% de sua força.
Adoro a Claudia Jimenez,Sai de Baixo era tão bom com ela , pena que saiu , só não gosto dos preços salgados das peças!Mas por ela vale a pena.
Ontem fui assistir a peça com Claudia Gimenez – Mais respeito que sou tua mãe. Excelente, ou melhor, maravilhosa, mas prá mim só teve um probleminha, quanto ao cenário. O teatro estava super lotado e as primeira fileiras das poltronas situados no lado esquerdo da platéia, não conseguiam ver o que se passava, quando os personagens ficavam encenado na parte de trás, pois um sofá que faz parte do cenário fica exatamente na direção das poltronas e como eu, várias pessoas estavam reclamando que de onde nós estávamos não dava prá ver certas cenas.