Em seu primeiro filme pós-Crepúsculo, Robert Pattison resolveu fugir do lugar-comum que abriga ídolos adolescentes e optou por co-produzir e estrelar um drama em vez de partir para uma comédia romântica.
Nada de inovador no roteiro de Lembranças (Remember Me, 2010), escrito pelo iniciante William Fetters, que conta a história de uma família fragmentada devido ao suicídio do filho mais velho ocorrido há oito anos, regada a daddy issues e adolescentes revoltados que procuram dar um sentido à vida. Existe até uma aposta clichê digna de filmes adolescentes dos anos 90 que une o casal principal, criada pelo colega de quarto de Tyler (Pattison) para se vingar do pai da menina Ally (Emilie de Ravin), policial que prendeu os amigos depois de uma briga de bar. A falta de experiência do diretor Allen Coulter (que possui episódios de The Sopranos, Sex and the City e apenas um filme no currículo) também não ajuda a contornar certos problemas, mas ainda assim o filme é bom entretenimento e cumpre exatamente o que promete, mas nada além disso.
Pattinson continua fazendo a linha “sofredor” consagrada em Crepúsculo, mas dessa vez a compaixão do público é justificada e o sofrimento não é sem sentido. Seu Tyler Hawkins, às vezes, até esboça um sorriso e há uma possível suspeita de felicidade, diferente de Edward, que vai sofrer eternidade afora. Ainda falta muito para o ator poder bater frente a frente com Pierce Brosnan, que interpreta seu pai no filme e dá uma rasteira no moço nas cenas com carga dramática mais intensa, mas Robert mostrou que existe potencial (ainda que adormecido) por baixo da carranca que exibe por aí. Há dez anos, a mania era Leonardo DiCaprio, e o rapaz se mostrou um ator altamente competente. Se bem explorado, o mesmo pode acontecer com Pattinson.
A co-estrela Emilie de Ravin (a Claire, de Lost) nunca fez a linha “atriz adolescente” e seu primeiro “grande” filme após ganhar reconhecimento com a série foi o remake do terror Quadrilha dos Sádicos, de 1977, intitulado Viagem Maldita. A atriz é simpática e a química entre o casal funciona, mesmo em meio a toda aquela tristeza. O destaque fica mesmo para Ruby Jerins, de 11 anos, que interpreta a irmã de Tyler, Caroline. Nada da choradeira que consagrou Dakota Fanning; a garota conseguiu balancear a cota de drama necessária para comover e conquistar o público, e se saiu melhor que o casal protagonista nesse quesito.
A ótima trilha sonora ficou por conta da consultora musical Alexandra Patsavas, a mesma dos filmes da saga Crepúsculo e de séries como The OC, Grey’s Anatomy e Gossip Girl. Já a trilha incidental, que ficou a cargo do brasileiro Marcelo Zarvos, acabou deixando o filme inteiro com cara de tensão, como se alguém pudesse morrer a qualquer momento.
O filme se arrasta num ritmo lento e controlado, mas o final é chocante. Algumas dicas da época em que o filme se passa (fator determinante para o final) são dadas no decorrer da trama, mas pouca gente deu importância aos detalhes, limitando-se a simples e inexatas contas mentais apenas pela força do hábito, sem a pretensão de resolver qualquer mistério – já que nenhum mistério é exatamente criado, apenas convenientemente omitido. O problema é que, mesmo com tais dicas, o final foge completamente de todo o contexto construído durante duas horas de filme. Mas talvez seja esse o motivo de ser tão surpreendente.




Bacana. Fiquei mais interessado no filme. Não sei a implicancia que o pessoal tem com o ator, não acho ele tão ruim, só não acho um excelente ator. O que você falou do DiCaprio é verdade.. acredito que Pattison tenha o mesmo rumo.
A birra que tenho do Pattison vem de Crepúsculo. Todo o hype em cima do personagem mais chato e inexpressivo já escrito no universo me deixou com um pouquinho de descrença, hahaha. Mas em Lembranças ele mostrou ter potencial, é só saber escolher melhor os personagens agora que a fama veio de uma vez. Quanto ao filme, não é nada de mais, mas soube emocionar e surpreender de um jeito legal sem aspirar a muita coisa nem prometer demais. Vale a pena.
Volta aqui pra dizer o que achou depois! =D
Parece interessante o filme … mas eu não consigo achar graça nesse Pattison, ele pra mim não passa de um “cubo de gelo” em cena !! Mas enfim deve valer a pena pela Emilie de Ravin .
calma mauricio um dia quem sabe ele nao fica melhor como ator enquanto isso espere um pouco tchal
me apaixonei pelo trabalho dele depois que assistir Crepusculo e dai pra cá adoro os filmes que ele faz
conseguir lêr e assistir algumas cenas do filme mas não consigo ver o filme inteiro… pelo que assistir é muito legal, da uma lição de vida e tanto…
gostaria de baixar o filme alguém pode me ajudar?
Parabéns Eduardo Storm adoro seu trabalho!!!!
Valeu, Ysa! Obrigado pelos elogios.
O filme é mesmo bem bom. Não podemos passar links por aqui. Dá uma passadinha na locadora! Com certeza vai ter lá.
Ou, se não tiver, procura no google ou em comunidades de filmes no orkut que você acha bem fácil =)
Obrigado novamente!
gostei muito do filme achei o filme muito interesante.apesar das pessoas nao gostarem muito do ator robert pattinson mas eu acho ele um otimo ator.
Pois é, Daniela. O Pattinson, apesar de mostrar que tem muito mais potencial e expressão do que o Edward, ainda tem muito o que melhorar.
Valeu pelo comentário!