Eu Sou o Número Quatro, de D.J. Caruso



numero 4 570x469 Eu Sou o Número Quatro, de D.J. Caruso

Ok, não me julguem. Eu saí de casa para assistir a um filme cuja sinopse já dizia que se tratava de uma história sobre alienígenas que vivem na Terra e são caçados por outros alienígenas. Mais do que isso, fui bombardeado por críticas e resenhas negativas, dizendo que o filme era uma grande porcaria e uma perda de tempo. E, mesmo assim, eu fui pro cinema. E agora vem a minha confissão: mesmo assim eu gostei do filme. Me diverti bastante, dei boas gargalhadas e, confesso, quero ler o livro que lhe deu origem. Ou seja, ainda bem que eu nunca me deixo levar pelas críticas! #SouDesses

Eu Sou o Número Quatro é baseado no livro de mesmo nome – que ainda não li – de Pittacus Lore. A história acompanha a surreal aventura do Nº 4 do título – rebatizado de John Smith -, uma de nove crianças do planeta Lorien, que escaparam da morte e foram trazidas para a Terra. Aqui, poderiam crescer e desenvolver seus poderes, com os quais lutariam contra os Mongs, seres que devastaram seu planeta e, de quebra, salvariam a Terra, seu novo lar. Só que os Mongs vem caçando, em ordem, cada uma dessas “crianças” e já mataram até o Nº 3, sendo John o próximo da lista.

John é, aparentemente, um garoto humano normal. Quando o Nº 3 é assassinado e sua perna brilha mais do que um farol durante uma festa com amigos, ele é obrigado a se mudar – de novo, o que parece ser uma rotina na vida do garoto – para Paradise, Ohio. Claro que lá ele conheceria uma garota, Sarah, e se apaixonaria por ela. Afinal, não basta fugir de alienígenas, com um interesse romântico no meio é mais gostoso.

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Tosqueiras à parte, o filme diverte BASTANTE. Eu me peguei envolvido por aquela história e dei boas gargalhadas durante a projeção. Os personagens são até que bem desenvolvidos, apesar de serem mais rasos que um pires. Pode ser incoerente, mas o que esperar de uma trama que mistura high school com alienígenas e romance? Não muito, certamente. E, exatamente por não esperar NADA do filme, gostei dele.

O já chamado de novo Robert Pattinson – coitado! Acho que ninguém merece esse rótulo! -, o ator Alex Pettyfer, leva seu Nº 4/John Smith até que bem. Dianna Agron, a Quinn Fabrey da série Glee, desfila sua beleza pela tela, num papel um pouco diferente do que nos habituamos a vê-la na série, mas confesso: a toda hora eu esperava que ela fosse começar a cantar. Já Callan McAullife faz de Sam um personagem divertido, que apesar de sofrer todo tipo de bullying me arrancou boas gargalhadas. Enquanto isso, Jake Abel tenta fazer do quarterback do time da escola um rival de John e só me conseguiu dar sono em todas as cenas que apareceu.

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O diretor D.J. Caruso (dos bons Paranóia e Controle Absoluto) entrou de gaiato na produção, que seria dirigida por Michael Bay, que por causa de Transformers 3 acabou ficando apenas como produtor aqui. O que, sinceramente, acho que fez muito bem ao filme. D.J. Caruso investiu na ação, sem esquecer dos toques de humor e de uma história romântica no meio. Aliás, li algumas críticas chamando o filme de novo Crepúsculo, o que não é verdade. Os protagonistas nem se quisessem conseguiriam ser tão chatos e a história aqui foge da lenga lenga besta dos vampiros que brilham ao sol e sua insossa humana apaixonada.

Eu Sou o Número 4 diverte se for encarado como boa diversão despretensiosa. Mais do que isso, o filme até mesmo me inspirou a conferir o livro que lhe deu origem. Isso, em minha opinião, é mais do que garantia de que meu tempo valeu a pena. Afinal, não é preciso ser sério e cabeça o tempo todo, não é mesmo?

 
Sobre Leandro Faria

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