Minha Luta: Mein Kampf Deve Ser Relançado

Mein Kampf Minha Luta: Mein Kampf Deve Ser Relançado

Em 2015, o polêmico livro Mein Kampf, Minha Luta, de Adolf Hitler vai se tornar domínio público. Pensando nisso, e tentando apostar em um desmistificação da obra, o governo da Baviera (Alemanha), detentora de seus direitos, anunciou que deve fazer um relançamento do relato do líder nazista.

Com a publicação de novas edições proibidas desde 1945, o livro não é necessariamente muito difícil de ser encontrado, especialmente na internet. Contudo, existe uma preocupação de que sua liberação completa daqui 3 anos possa recriar um grande interesse em torno do texto, considerado anti semita. Assim, a intenção do governo da Baviera é de lançar uma edição especial, contendo contra argumentos e contextualizações das declarações de Hitler. Dessa forma, mesmo que todas as editoras do mundo tentem capitalizar em cima do livro, já existiria uma edição ‘oficial’, que reduziria um pouco do interesse pelo ‘proibido’, clandestino. “A expiração dos direitos pode levar pessoas mais jovens a ler Mein Kampf. Queremos mostrar claramente a que ponto este livro, com consequências catastróficas, é absurdo“, explicou Markus Soeder, ministro de Finanças, ao falar sobre o projeto.

Conhecido por contar com claras mensagens de ódio racial, Minha Luta foi escrito em 1925, sendo chamado até hoje de ‘bíblia nazista’. No Brasil, a obra chegou a ganhar uma nova tiragem em 2005, pela editora Centauro, que na época disse não saber sobre os direitos e proibições.

The Family Corleone: Prequel de O Poderoso Chefão Ganha Book Trailer

Family Corleone e1335809507376 The Family Corleone: Prequel de O Poderoso Chefão Ganha Book Trailer

 Como Vito Corleone chegou ao poder? É com a promessa de responder essa pergunta que o livro “The Family Corleone”, (A Família Corleone, em tradução livre) chega às livrarias americanas na próxima semana. E para aumentar ainda mais a expectativa pelo prequel de O Poderosos Chefão, um book trailer da história foi divulgado recentemente.

Anunciada em meados do ano passado, a obra é de autoria de Ed Falco, porém, baseado em um roteiro nunca produzido de Mario Puzo, o criador do enredo. Focado no eternamente clássico Don Corleone, o livro vai narrar sua vida pré The Godfather, na época da Grande Depressão dos EUA. Ambientada no final da década de 20, a trama não teve muitos detalhes revelados, e seu vídeo promocional mantém o mistério, embora indique que essa é mesmo uma obra bastante esperada pelos fãs do inesquecível capo.

Contando com personagens que não fazem parte da história, as imagens apenas demonstram a ansiedade mafiosa pela história, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Confira abaixo:

Quadrinista Afirma Que Batman é “Muito, Muito Gay”

Gay Batman Quadrinista Afirma Que Batman é Muito, Muito Gay

Existe um boato de que Christian Bale aceitou estrelar os filmes de Batman apenas depois de ter a promessa de que não contaria com um Robin ao seu lado. Embora seja difícil saber suas motivações, sua intenção seria a de evitar ridicularizações sobre um possível caso entre os dois personagens. O que para quem acompanha o super heroi nos quadrinhos não seria exatamente um grande choque. Mas, será que existe mesmo algum fundo de verdade no medo de Bale?

De acordo com Grant Morrison, a resposta é sim, dependendo do ponto de vista. Em recente entrevista à revista Playboy, o quadrinista escocês afirmou que traços de homossexualidade estão mesmo presentes no homem morcego. “Isso faz parte de Batman. Não estou usando a palavra ‘gay’ no sentido pejorativo, mas Batman é muito, muito gay. Não há como negar isso. Obviamente que como um personagem ficcional, ele é heterossexual, mas a base de todo conceito é puramente gay. Acho que é por isso que as pessoas gostam. Todas essas mulheres correm atrás dele, usam essas roupas fetichistas, pulando de telhados ao seu redor. Ele não se importa – está mais interessado em passar o tempo com o cara velho e a criança“, disse, usando o tom provocativo que sempre costuma acompanhar suas declarações.

Principal responsável pelo super herói nos quadrinhos, Morrison escreve HQ’s de Batman há mais de 20 anos. Apesar de toda possível polêmica criada com suas afirmações, até agora a DC Comics não se pronunciou sobre o assunto.

Millenium – A Menina Que Brincava Com Fogo, de Stieg Larsson

Menina Fogo Millenium   A Menina Que Brincava Com Fogo, de Stieg Larsson

Passada toda fama súbita em torno de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, finalmente senti vontade de conhecer o resto da história de Lisbeth Salander. Com menos expectativa para esse segundo volume da coleção Millenium, acho que acabou se tornando mais fácil gostar do enredo de Stieg Larsson, pelo menos no começo.

A Menina Que Brincava com Fogo meio que divide minha opinião. Em primeiro lugar, é absolutamente decepcionante que a descrição de sua sinopse entregue o enredo de bandeja. Não existe frustração maior do que não poder apenas imaginar para onde a história vai caminhar, já que tudo já foi explicado antes. Por contar com uma longa introdução até chegar ao eixo principal, acaba sendo chato ficar se perguntando quando tudo vai acontecer, quando vai começar. Fosse mais singela a descrição presente na capa, talvez o prazer da descoberta fosse diferente, mais simples.

Apesar disso, o início acaba sendo por vezes mais atraente do que a trama que desenrola mais pra frente. Ao contrário do primeiro livro em que Mikael Blomkvist tem mais destaque, é Lisbeth quem se torna o principal destaque, e isso não poderia ser melhor.

A personagem consegue ser tão fascinante quanto possível. Embora a trilogia se foque em conspirações e violência, é ela quem segura o enredo. Existe toda uma atmosfera de mistério, de desejo de que ela consiga se encontrar, que é instigante. Ao mesmo tempo que suas atitudes são diferentes das ‘comuns’, também fazem questionar o que é normal ou não, deixando um rastro de admiração por tudo que consegue fazer, mesmo que não sejam apenas ações louváveis.

O problema pra mim, apesar de realmente ter gostado da narrativa inicial, é que a protagonista acaba se tornando mal aproveitada. Não ela, necessariamente, mas a história que é construída ao seu redor. Quando a trama de tráfico de mulheres foi apresentada, fiquei curiosa sobre qual seria sua relação com o caso, mas quando isso começa a ficar claro, soa forçado, irreal, absurdo demais.

Claro que tramas de ficção não têm a menor obrigação de ser coerentes com a realidade, mas pesar a mão apenas no ‘acaso’ dos acontecimentos é difícil de comprar. E é isso que acontece com o enredo depois de um determinado ponto. Contar apenas com reviravoltas e peças do destino é superficial demais, e acredito que desnecessário aqui, já que a riqueza dos personagens poderia ser melhor explorada do que dependendo apenas de coincidências improváveis.

Improváveis, mas ao mesmo tempo também previsíveis – alguém ainda se surpreendeu com a verdadeira identidade de Zala? – em alguns momentos. Com isso, o impacto dos acontecimentos não foram tão bons quanto poderiam. A explicação sobre “Todo Mal” foi particularmente decepcionante nesse sentido. Imaginei mil possibilidades mais chocantes, não sei. Devo ter uma mentalidade mais trágica ou cética, mas não considerei o passado de Lisbeth tão abominável assim. E a parte da inteligência ter escondido mil segredos também não me interessou tanto.

Ainda assim, mantenho meu interesse pela história. O gancho que deve ser resolvido em A Rainha do Castelo de Ar não é do tipo que causa ansiedade eterna, mas o apego pela protagonista o torna importante. Fico com um pouco de medo sobre como as coisas podem ser encerradas no último volume, mas como a narrativa de Stieg é agradável em grande parte das páginas, acredito que pelo menos o caminho até chegar ao final vai valer a pena.

Divulgada Capa Nacional do 1º Livro de George R.R. Martin

Morte Luz Divulgada Capa Nacional do 1º Livro de George R.R. Martin

Aproveitando o recente sucesso de As Crônicas de Gelo e Fogo por aqui, George R.R Martin começa a ganhar ainda mais espaço nas livrarias brasileiras. Tanto que seu primeiro livro, escrito na década de 80, será lançado em breve pela editora Leya.

Intitulada A Morte da Luz, a obra teve sua capa nacional divulgada na última quarta-feira, 18 de abril. Com uma imagem que relembra a arte dos livros que inspiram a série Game of Thrones, a primeira história já deve apresentar o mesmo estilo de sua maior saga, com personagens complexos que fogem da simplicidade do maniqueísmo e doses de sobrenatural. “Um planeta está prestes a morrer, seu caminho se afasta das estrelas que trazem vida àquele lugar. Suas 14 cidades, construídas rapidamente quando o planeta passou por perto de uma grande estrela, também estão moribundas. Worlorn não é o planeta que Dirk t’Larien imaginava, e Gwen Delvano não é mais a mulher que conhecera. Ela está ligada a outro homem e a esse planeta moribundo preso no crepúsculo, seguindo em direção à noite sem fim. Em meio à paisagem desoladora, há um violento choque de culturas, no qual não há códigos ou honra e uma batalha se espalhará rapidamente“, indica sua sinopse.

Já em pré venda, o preço do livro deve ficar em torno de 30 e 40 reais. Confira abaixo à arte completa da capa:

Luz Morte Divulgada Capa Nacional do 1º Livro de George R.R. Martin