Harry Potter Wizards Collection Reúne Filmes e Conteúdo Extra

HP Collection Harry Potter Wizards Collection Reúne Filmes e Conteúdo Extra

 

A história de Harry Potter pode até ter chegado ao fim, porém, ainda vai demorar muito tempo para o personagem ser deixado de lado. Especialmente com lançamentos como a Harry Potter Wizards Collection, caixa especial que reúne todos os filmes da saga e conteúdo extra.

Edição limitada, o box que lembra a decoração de Hogwarts conta com 31 discos, incluindo os 8 filmes e cerca de 5 horas de material inédito, embora ainda não existam maiores detalhes sobre o que será disponibilizado.Além disso, a caixa possui ainda um mapa da escola e outros artigos especiais

Atualmente em pré venda nos EUA, a coleção custa 350 dólares com desconto, custando 500 dólares no preço normal e ainda sem nenhuma informação sobre sua chegada oficial ao Brasil. Assista a seguir a um breve vídeo do box:

 

Senna, de Asif Kapadia

Senna Doc e1326859894675 Senna, de Asif Kapadia

Não sou fã de nenhum tipo de esporte e nem costumo acompanhar nada religiosamente, nem futebol, apesar da obsessão generalizada. Por isso, o impulso que me fez assistir Senna, de Asif Kapadia, está muito mais ligado ao mito Ayrton Senna, e não ao piloto em si. Indicado ao prêmio Bafta 2012,  o documentário ficou guardado um bom tempo por aqui, até que finalmente resolvi parar para ver. E a sensação depois de seu encerramento é uma mistura de entendimento pelo que ele foi, e um certo pesar por ter sido jovem demais para acompanhar de perto seu impacto nas manhãs de domingo no Brasil.

Lembro vagamente de acordar com a música que se tornou seu tema, assim como a expressão de parte de minha família no dia em que ele morreu. Contudo, acho que foi só depois de ler O Herói Revelado, de Ernesto Rodrigues, e agora com o doc, que me dei conta do peso do esportista. Claro que já sabia de suas proezas na pista, com histórias sobre corridas e afins, mas é diferente de ver os recortes de sua vida reunidos em um filme com cara de ficção.

Narrada a partir de cenas e depoimentos do piloto, e com intervenções de figuras ligadas à sua vida – bem como algumas características narrações de Galvão Bueno -, essa não é uma obra para quem pretende desfazer a ideia de heroísmo que se tem dele. Porém, apesar do grande risco de tornar tudo motivacional demais, existe um certo equilíbrio que não o torna cansativo. Na mesma medida em que momentos de sua vida pessoal aparecem, conflitos e politicagens dos bastidores da fórmula 1 ganham bastante peso, com uma boa dose de polêmica.

Particularmente, justamente por não ser uma fã, os conflitos travados foram meus preferidos. Em todos os especiais que se vêem por aí, o lado controlado do piloto é sempre o mais apresentado. Contudo, durante o documentário, é possível desfazer um pouco dessa imagem, já que algumas discussões pontuais demonstram um lado mais humano, talvez. Além de criar uma situação clara de antagonismo, tal como costuma acontecer em uma obra ficcional.

Na verdade, chega a ser ridículo dizer isso, mas  ao longo das cenas, é impossível não manter um desejo de final feliz. Mesmo sabendo de grande parte dos passos e consequências dos principais acontecimentos, a narrativa prende e consegue causar uma reação genuína. E isso vale tanto para a morte trágica como para pequenos detalhes, como suas discussões com Jean-Marie Balestre, chefe da categoria na época,  ou ainda a disputa com Alain Prost. O francês, por sinal, é responsável pelo único momento em que aparece alguma dúvida sobre a retidão do caráter de Senna. Ainda assim, todo contexto é focado exclusivamente no lado vitorioso e persistente do protagonista, o que não é necessariamente algo ruim.

Por priorizar suas conquistas na pista, uma produção como essa não poderia seguir um caminho diferente. Assim como eu não gostaria de ver mais do que uma cena (constrangedora) ao lado de Xuxa, por exemplo, tenho certeza que dar enfoque a algum possível fracasso seria um tiro no pé. Querendo ou não, o motivo pelo qual Senna se tornou mítico está no sucesso que representou para o mundo, em especial para o Brasil vivido na época. Tenho algumas ressalvas com as imagens de pobreza extrema apresentadas para exemplificar sua importância por aqui, mas não dá pra negar sua influência na auto estima local.

Resumindo, assistir ao documentário é algo interessante e até prazeroso, por lembrar ou conhecer uma época distante. Ao mesmo tempo, cria inegáveis questionamentos sobre como poderia ter sido sua vida no esporte, caso seus rumos fossem diferentes. Não sei se dá pra dizer que é necessariamente uma obra prima, mas considerando o grande número de filmes altamente fúteis que surgem por aí, é sem dúvida uma boa opção. Possivelmente ainda melhor para quem o tem como ídolo.

Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

cegueira Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

Metáforas sobre o comportamento humano em situações de tensão são comuns no cinema. Dito isso, afirmo que Ensaio Sobre a Cegueira mais que uma metáfora, é uma obra-prima. O filme, dirigido por Fernando Meirelles, é daqueles que aguçam a curiosidade, que ficam em nossa mente, que nos fazem procurar a obra na qual ele é baseado. E, se o livro de José Saramago for realmente melhor que o filme – o que mais de uma pessoa me garantiu -, tenho de corrigir essa falha em minha formação e ler URGENTEMENTE essa obra.

Contando com um elenco onde nenhum ator apresenta um resultado menos que excelente, a trama acompanha a vida numa cidade (ou país) ficticia quando uma epidemia de cegueira toma conta dos cidadãos. Diferente de uma cegueira normal – os infectados a definem como branca e leitosa, como se estivessem nadando num mar de leite -, a do filme surge do nada, acometendo primeiro um  homem enquanto ele dirige. A partir daí, várias pessoas são infectadas e o governo decide colocar todos em quarentena, já que não se conhece uma cura. É nessa espécie de “campo de concentração” que a trama se desenrola, a princípio.

O fio condutor da história é um médico e, mais precisamente, sua mulher. Vivida por Julianne Moore, a personagem é a única que não é atingida pela doença, mas que finge-se de cega para acompanhar o marido, quando esse é enviado à quarentena. Sendo a única pessoa a enxergar no meio do caos, é através de seus olhos que acompanhamos a degradação humana quando as leis até então vigentes deixam de valer e o mundo se transforma num verdadeiro caos.

Os personagens de Ensaio Sobra a Cegueira não possuem nome. Assim, temos o médico, a mulher do médico, a prostituta, o Rei da Ala 3, o homem do tapa olho. Apesar dessa falta de humanidade que não ter um nome traz, é impossível não se colocar no lugar daquelas pessoas e de seus dramas. Fernando Meirelles extrai o máximo que pode de seu elenco e não há quem brilhe menos, não importando o tempo de tela. Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael García Bernal e Denny Glover, apenas para citar alguns, criaram personagens tão críveis que é quase impossível não se importar com eles e torcer contra ou a favor.

cegueira 2 500x343 Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

Acompanhar a degradação de uma sociedade pouco a pouco é uma experiência e tanto. Assim, apesar de a situação ser precária quando os primeiros cegos chegam à quarentena, é perturbador ver a sujeira se acumulando e e os valores sendo deixados de lado. A ascensão e queda do personagem de Gael García Bernal, o Rei da Ala 3, é um exemplo disso. Como não linkar o personagem à pessoas reais que tiveram o poder nas mãos e abusaram de tudo e todos com isso? A cena do estupro coletivo é repulsiva e nos leva a pensar em quantas situações semelhantes e reais já aconteceram, seja na época da escravidão ou na ascensão nazista. Mais do que isso, é impossível não sentir uma pontada de medo do que o futuro pode nos reservar já que, apesar de parecermos mais evoluídos, temos provas todos os dias de que o homem é um ser vil e que pode ser cruel e infame em determinadas situações. O que Saramago escreveu e Fernando Meirelles filmou é apenas um vislumbre de algo que poderia acontecer novamente na situação mais propícia.

Utilizando uma câmera em movimento, já marca do diretor, e uma fotografia excessivamente clara – o que nos ajuda a ter um pouco da sensação da cegueira branca -, Ensaio Sobre a Cegueira vai crescendo em sua história com o passar dos minutos, provocando reações diversas no espectador que o assiste.

Dessa forma, apesar de seu final um tanto quanto esperançoso, é impossível assistir ao filme impunemente, desligar o DVD e voltar a seus afazeres cotidianos. De tudo visto e assimilado, pelo menos para mim, ficou a pergunta: o que eu mesmo enxergo? Mais do que isso, como e o quê eu efetivamente tenho enxergado?

Amizade Colorida, de Will Gluck

amizade colorida Amizade Colorida, de Will Gluck

Uma comédia romântica é sempre uma história que segue um fio narrativo normalmente conhecido. Apesar das sutis diferenças, as tramas envolvem garoto(a) encontrando garota(o), se apaixonando, para algum imprevisto acontecer e, somente no fim eles ficarem juntos. São clichês clássicos que, se bem usados, vão continuar atraindo os espectadores aos cinemas para acompanhar aquelas histórias. Vez ou outra, algum filme do gênero se sobressai, criando tramas apaixonantes e que se tornam inesquecíveis, como o já clássico 500 Dias Com Ela. Outras vezes, a trama é tão idiota que nos esquecemos dela antes mesmo dos créditos finais. Amizade Colorida fica entre os dois, já que não se trata de um filme medíocre, mas está longe de ser um exemplar que mudará o gênero. O que acaba sendo ótimo, já que o filme alcança seu objetivo: divertir o espectador.

Partindo de um pressuposto já utilizado com sucesso em outros filmes, caso do excelente Amor & Outras Drogas, vemos aqui dois jovens que resolvem manter seu relacionamento baseado apenas no sexo. A ideia é excelente, afinal, o seu/sua melhor amigo(a) é, provavelmente, a pessoa com quem você mais tem intimidade no mundo. Assim, porque não juntar a amizade ao tesão e misturar tudo, sem o inconveniente das cobranças de uma relação? É essa a ideia brilhante que os jovens amigos Jamie (Mila Kunis) e Dylan (Justin Timberlake) tem quando o segundo, recém chegado à Nova York e acabando de sair de um relacionamento, propõe um acordo de amizade com benefícios para a primeira, que também acabou de levar um belo pé na bunda. E, como você bem deve desconfiar, os dois se apaixonam e o acordo vai pro espaço.

amizade colorida2 Amizade Colorida, de Will Gluck

Contando com dois atores belos e com química que explode na tela, Amizade Colorida conquista de cara, com seu início divertido e as situações de sexo sem compromisso vividas pelos personagens. Acompanhar o envolvimento de Dylan e Jamie é fácil e o desempenho dos atores ajuda muito nisso.

A Jamie de Mila Kunis é extrovertida e agradável, alguém que facilmente poderia ser nossa amiga. Por isso, é muito legal ver que quando um interesse amoroso surge na vida da personagem, ela se desequilibra com mil cobranças e acaba estragando tudo. Quantas pessoas como Jamie você não conhece? Legal, divertida, mas que quando se interessa por alguém, vira uma louca obsessiva e maluca?

Enquanto isso, Justin Timberlake mostra que o cinema é realmente seu lugar. Depois do excelente trabalho em A Rede Social, Justin mostra sua versatilidade ao criar um Dylan fofo e conquistador, mas que tem também de lidar com seus problemas familiares e insegurança. E, ao se apaixonar sem poder pela melhor amiga, o ator acaba ganhando todos com sua interpretação.

amizade colorida1 Amizade Colorida, de Will Gluck

Se o começo do filme empolga, quando temos os dois efetivamente apaixonados e sem querer admitir isso a si mesmos, a trama perde um pouco de graça. Afinal, todo mundo já sabia que aquilo ia acontecer. Quando acontece, é meio chato. Ainda bem que o roteiro e o trabalho do diretor Will Gluck não enrolam muito nesse drama e sabem dosar a diversão.

No geral, Amizade Colorida é uma diversão despretensiosa, daquelas que te arrancam um sorriso no rosto e te fazem suspirar no final. Como sexo, com ou sem compromisso!

Colega de Quarto, de Christian E. Christiansen

roommate 1 335x500 Colega de Quarto, de Christian E. Christiansen

O período da faculdade, para os americanos, é quando o jovem finalmente alça vôo, sai debaixo das asas protetoras da família e torna-se adulto. Normalmente as universidades ficam em outras cidades, existem os alojamentos, novos amigos e uma vida de festas e fraternidades sem fim. O que é também um prato cheio de possibilidades para tramas e histórias, vide a quantidade de séries e filmes ambientados nesse período da vida dos jovens americanos.

The Roommate (Colega de Quarto no Brasil, onde foi lançado direto em DVD) é mais um desses filmes e, se não fosse por seu elenco quase que exclusivamente vindo das séries de televisão eu sequer teria tomado conhecimento dele. Na verdade, lembro de ter visto alguns teasers da época em que o filme estava em produção, mas depois acabei me esquecendo. Até que num dia desses casuais da vida me deparei com o dito cujo e assisti. Podia ter passado sem.

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A  história acompanha a chegada de Sara (Minka Kelly) à universidade. A jovem acabou de sair de um relacionamento da qual não quer mais se lembrar (e acha outro namorado rapinho) e deixou para trás os pais e sua cidade. Sua colega de quarto é a jovem Rebecca – a atriz Leighton Meester, de Gossip Girl, num papel bem diferente da que faz na série -, que fará de tudo para ter a colega como sua melhor amiga, nem que pra isso tenha de se mostrar uma psicótica de primeira.

Claramente inspirado no filme Mulher Solteira Procura (Single White Female), estrelado por Bridget Fonda em 1992, The Roomate é bobinho toda vida, com Minka Kelly fazendo uma personagem tão idiota e burra que dá dó. Afinal, era evidente que Rebecca não era uma pessoa lá muito normal, todo mundo via isso, mas ela, boa alma que só, acreditava na amiga e continuou lá, até o final.

Leighton Meester está bem em cena, fazendo de Rebecca uma personagem que realmente dá calafrios. E as maldades da garota foram bem dosadas. Arrancar o piercing de um umbigo alheio no vestiário, matar o ex-namorado de Sara, atentar contra tudo e todos e, preciso dizer, o que me deu mais dó: colocar o gatinho pra morrer afogado dentro da máquina de lavar. Sério, isso sim é crueldade.

Primeiro filme do diretor Christian E. Christiansen, The Roommate é fraquinho que só, mas uma boa pedida se você for fã de séries. É divertido ver os atores que você conhece tão bem de determinados papéis, tentando fazer algo diferente (muitas vezes sem conseguir fazer).