
foto por Marco Fernandes
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um projeto da Eletrobrás em parceria com as decanias do Centro de Tecnologia (CT) e Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN), trouxe grandes nomes da música brasileira para os palcos da Universidade. As “Quintas Musicais” levaram pra UFRJ em 2009 shows de Frejat, Leoni, Arlindo Cruz, Pepeu Gomes e outros. O sambista Dudu Nobre foi o responsável por encerrar os shows do projeto que aconteceram sempre no horário do almoço e com entrada franca.
Nesta quinta, 26, no auditório do Centro Cultural Professor Horácio de Macedo (o Roxinho) no CCMN, Dudu Nobre alegrou os funcionários e alunos da universidade. Abrindo o show já com piadas sobre a vida de solteiro no Rio de Janeiro, o sambista começou com o sucesso Posso até me apaixonar, fazendo o público se levantar das cadeiras imediatamente.
Relembrando seu primeiro samba que gravou há dezessete anos, Dudu Nobre cantou o hit Vou botar teu nome na macumba. Falando com o público o sambista perguntou se havia alguém de Direito na platéia e contou sobre sua experiência universitária. “Estudei direito até o quinto período e depois larguei pra tocar cavaquinho”, confessou.

foto por Marco Fernandes
A platéia continuou sambando e marcando o ritmo com as palmas durante as músicas Faixa Amarela, No mexe-mexe, no bole-bole, Quem é ela, Goiabada Cascão e Tempo de Dondon. Dudu Nobre homenageou sambistas do passado e disse que todos devem preservar a memória dos grandes mestres como Martinho da Vila, Ataulfo Alves e Adoniran Barbosa. O músico então cantou Trem das 11, Amélia, É preciso muito amor e Madalena.
Pra finalizar o show, Dudu Nobre emendou uma seqüência de famosos sambas-enredo enquanto uma funcionária da faxina foi convidada ao palco para sambar. Um show à parte foi dado pela passista amadora durante grandes sucessos como Sonhar não custa nada, samba da Mocidade Independente de Padre Miguel, de 1992 e Peguei um Ita no Norte – o famoso “explode coração” – do Salgueiro, do ano de 93.
Dudu apresentou os músicos, agradeceu o convite, disse que adorou a energia e que pretende voltar. Perguntando a platéia sobre seus times de futebol, o sambista encerrou o show com o clássico dos estádios do Rio de Janeiro: Domingo eu vou ao Maracanã.


