
Tarantino é uma figura, definitivamente.
Só mesmo alguém como ele para usar uma matéria tão indigesta quanto a II Guerra Mundial para fazer um filme como Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds – 2009). O filme mistura realidade e ficção, criando um outro desdobramento para a História que consegue a façanha de ser inverossímil e verossímil ao mesmo tempo.
Basicamente, a trama conta como um grupo de soldados americanos à paisana na França aterroriza o comando nazista executando seus oficiais das maneiras mais cruéis. Paralelamente, temos a história de uma mulher judia que teve a família dizimada e deseja vingança. As duas histórias se cruzam quando surge a melhor oportunidade de acabar com a alta inteligência do Terceiro Reich, na noite de lançamento do filme O Orgulho da Nação – uma exaltação ao militarismo alemão – em Paris.
Até aí tudo parece crível, não fosse o grupo americano ser composto por menos de uma dúzia de homens, e da mulher judia acabar se tornando justamente a dona do cinema onde o filme vai estrear. Podem deixar que mais não conto…

Só digo que o nome do filme é Christoph Waltz, e não Brad Pitt. E que o filme tem a marca autoral de Tarantino, sem sombra de dúvida.


