Atividade Paranormal 2, de Tod Williams



atividade paranormal cartaz Atividade Paranormal 2, de Tod Williams

Lançado um ano depois de Atividade Paranormal faturar milhões de dólares com um baixíssimo orçamento, podia se esperar uma menor qualidade da sequência dessa história. Afinal, é clássico: numa sequência, a qualidade é inversamente proporcional ao aumento de grana que a produção ganha. Entretanto, não é o que acontece nesse Atividade Paranormal 2, que garante bons sustos, usando todas as técnicas empregadas no primeiro filme e inovando aqui e ali. O sucesso do filme (que custou US$ 3 milhões e rendeu, só nos três primeiros dias de exibição nos EUA, US$ 41,5 milhões) comprova que a fórmula é boa. Pena que deverá ser utilizada à exaustão, como Hollywood é hábil em fazer.

Atividade Paranormal 2 é um filme mais explicadinho que seu antecessor. Se no primeiro longa, acompanhávamos os problemas de Katie (Katie Featherston) e Micah (Micah Sloat) com um possível espírito, nessa sequência entendemos como o que aconteceu com eles teve início. Mas, apesar disso, é uma excelente história que, certamente, deixará alguns sem dormir, olhando para a parede ou se assustado ao ouvir algum barulho à noite.

Kristi (Sprague Grayden) é irmã de Katie e acaba de ter recentemente um bebê com seu marido Daniel (Brian Boland). Com uma criança e uma adolescente (Molly Ephraim), filha do primeiro casamento de Daniel na casa, depois de um aparente ‘arrombamento’ do imóvel, o casal decide instalar um sistema de câmeras para inibir uma nova invasão. E esse é um dos diferenciais em relação ao primeiro filme. Enquanto ali tínhamos apenas uma câmera na mão ou num tripé filmando a ação, agora temos um circuito inteiro além da tradicional câmera de mão.

Outro fato interessante é que a ação desse Atividade Paranormal 2 se passa ANTES do que acompanhamos no primeiro filme. Assim, temos a ocasional participação de Katie e Micah reprisando seus papéis e ainda sem saber o que o futuro lhes aguarda.

Assim como no primeiro filme, a ação é lenta no início. Mas nem por isso, desinteressante. Vamos acompanhando a rotina daquela família e, sem nos darmos conta disso, estamos envolvidos e nos preocupando com aqueles personagens, o que é um ponto para a direção e para os atores. Assim, quando as coisas começam efetivamente a acontecer, o impacto é ainda maior.

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E o final também é impactante. Quando vi que o que Daniel faz é que desencadeia os eventos do primeiro filme, desconfiei que as coisas não terminariam bem nesse. E foi assim que vimos, depois dos eventos que presenciamos nessa história, o salto no tempo para depois das atividades do primeiro filme, para que então tivéssemos o ressurgimento de Katie e climax dessa nova história. Tenso!

O filme não chega a inovar, os personagens são beeeem burros (quem, numa casa com clara demonstração de ser assombrada continua a morar ali, a andar no escuro, a deixar uma criança dormindo sozinha no quarto???), mas o resultado é bem legal. Em vários momentos da história eu me peguei grudado na cadeira, sem conseguir me mover, sabendo que o som aumentaria no auge daquela cena, mas, mesmo assim, eu estava apavorado. E, não é esse o objetivo de um bom filme de terror?

Como boas fórmulas são usadas à exaustão por Hollywood, não acho muito improvável que surja em breve uma nova continuação. Afinal, Katie e o bebê desaparecem no final dessa projeção, o que é um bom gancho para uma nova história. Será?

 
Sobre Leandro Faria

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